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Bush reafirma que invasão foi "correcta", apesar de ausência armas

Bush reafirma que invasão foi "correcta", apesar de ausência armas

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assegurou hoje que a invasão do Iraque foi uma decisão "correcta", apesar de um relatório oficial ter concluído que Bagdad não possuía armas de destruição maciça.

Agência LUSA /

"Com base nas informações de que dispomos hoje, creio que tivemos razão para agir e os Estados Unidos estão hoje mais seguros com Saddam Hussein na prisão", declarou Bush em comunicado, qualificando o regime do ditador iraquiano deposto como "uma ameaça sem igual numa região instável".

Para Bush, o relatório divulgado quarta-feira "mostra que Saddam Hussein estava sistematicamente a enganar o sistema de inspecções" com o intuito de "retomar o seu programa de armas".

Saddam Hussein, insistiu o presidente norte-americano, "tinha os conhecimentos, o material e a intenção" de fabricar armas de destruição maciça, que podiam ter sido fornecidas a grupos terroristas.

"Os Estados Unidos estão hoje mais seguros com Saddam Hussein na prisão", sublinhou.

George W. Bush reconheceu, ainda assim, que "grande parte" da informação dos serviços de espionagem norte-americanos e dos seus aliados acerca do alegado arsenal iraquiano "era incorrecta", sendo agora necessário "averiguar a razão".

O chefe dos inspectores norte-americanos no Iraque disse quarta-feira não ter encontrado qualquer prova de produção de armas de destruição maciça após 1991 naquele território, contradizendo o principal argumento para uma guerra que já matou mais de mil soldados norte-americanos.

Charles Duelfer também afirma que a capacidade militar do antigo presidente iraquiano Saddam Hussein enfraqueceu durante os cerca de 12 anos de sanções das Nações Unidos, antes da invasão norte- americana em Março de 2003.

O relatório garante que Hussein não tinha um arsenal de armamento químico e biológico quando a guerra começou e que a capacidade nuclear do país estava a enfraquecer e não a aumentar.

O documento contraria os argumentos anteriores à intervenção defendidos pelo presidente norte-americano, George W. Bush, e pelos principais funcionários da administração dos Estados Unidos.

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