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Cabe aos EUA e Coreia do Norte criar condições para diálogo - Pequim

Cabe aos EUA e Coreia do Norte criar condições para diálogo - Pequim

A China declarou hoje que envidará todos os esforços para retomar as negociações sobre a questão nuclear da Coreia do Norte, mas frisou que progressos neste campo dependem do empenho de Pyongyang e Washington.

Agência LUSA /

Um porta-voz da diplomacia chinesa sublinhou que o principal obstáculo ao reatar das conversações multilaterais é a "falta de confiança mútua" entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

"A tarefa prioritária neste momento é, sobretudo a Coreia do Norte e os EUA, criarem condições para o retomar das conversações o mais cedo possível", referiu Kong Quan, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

"Nós desejamos que as partes, sobretudo Coreia do Norte e EUA demonstrem mais sinceridade, boa vontade e flexibilidade", acrescentou Kong, em conferência de imprensa.

Para haver progressos, as duas partes terão de "dar uma resposta efectiva às preocupações do outro lado", indicou Kong Quan, sem especificar.

O apelo de Pequim à contenção e abertura ao diálogo surge numa altura em que se multiplicam os esforços para retomar as negociações a seis, depois de Pyongyang ter anunciado na semana passada a saída das conversações.

A China vai enviar "nos próximos dias" o chefe do Departamento de Ligação Internacional do Partido Comunista Chinês, Wang Jiarui, a Pyongyang, confirmou Kong Quan, sem dar pormenores sobre a visita.

Os chefes das delegações sul-coreana e norte-americana nas negociações multilaterais sobre a Coreia do Norte chegaram hoje a Pequim, para encontros separados com o chefe da diplomacia chinesa, Li Zhaoxing, entre outros responsáveis chineses.

Song Min-Soon, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros sul- coreano, chefe da delegação da Coreia do Sul nas negociações a seis, chegou hoje a Pequim, a par com o novo responsável dos Estados Unidos designado para as conversações, Christopher Hill.

Desde o início da crise, em Outubro de 2002, quando a Coreia do Norte assumiu estar a desenvolver um programa nuclear, realizaram- se três edições de negociações a seis e uma quarta chegou a estar agendada para Setembro, mas nunca teve lugar, por boicote de Pyongyang.

O porta-voz da diplomacia chinesa disse que "foi muito difícil" conseguir chegar a um acordo para a realização do formato de negociações a seis, e apelou às partes para "valorizarem" este esforço e não deitarem todo o trabalho por terra.

"Nós pensamos que o formato das conversações a seis é a forma mais eficaz para resolver o problema nuclear da Península Coreana pela via diplomática", defendeu Kong.

O regime norte-coreano assumiu na semana passada ter produzido armas nucleares e anunciou a retirada definitiva das conversações a seis para resolver a crise que se arrasta desde Outubro de 2002.

A China, principal fornecedor de ajuda alimentar e energia a isolada vizinha Coreia do Norte, coloca de lado um cenário de avançar com ameaças contra o tradicional aliado para o pressionar a regressar à mesa das negociações.

"Nós defendemos que não se deve recorrer às ameaças e embargos nas relações internacionais, (...) que não só não resolvem os problemas, como ainda agravam e complicam", assinalou Kong.

Além da China, país anfitrião dos encontros, as conversações sentam à mesma mesa os Estados Unidos, Japão, Rússia, Coreia do Sul e Coreia do Norte.

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