Cabo Verde. 230 observadores em missão que prevê votação pacífica

Cabo Verde. 230 observadores em missão que prevê votação pacífica

Cabo Verde vai receber cerca de 230 observadores eleitorais para as legislativas de domingo, numa votação que se espera ordeira como tem sido tradição, indicaram hoje as autoridades do arquipélago, numa receção às missões estrangeiras.

Lusa /

Cabo Verde tem consolidado "um percurso democrático" marcado por "realização regular de eleições livres, transparentes, inclusivas e pacíficas", referiu a presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Maria do Rosário Gonçalves.

Entre as principais missões de observação está a da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que mobilizou a maior delegação, com 120 participantes.

Seguem-se a União Africana (UA), com 46, e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com 22, a que se juntam outros 11 da missão específica da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral (ROJAE-CPLP).

O chefe da missão de observação da CEDEAO, Baboucar Jagne, disse esperar um ato "pacífico, transparente e credível, à semelhança do histórico democrático" do arquipélago.

Para as legislativas, vão funcionar cerca de mil mesas de votos nas ilhas e mais de 200 na diáspora, entre as 08:00 e as 18:00 (10:00 e 20:00 em Lisboa) de domingo.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que foram admitidas 48 listas representando um total de 556 candidatos (300 efetivos e 256 suplentes) aos 72 lugares do parlamento.

No total, há cerca de 416.300 eleitores registados para as legislativas (o total recenseado é maior, mas 3.420 estrangeiros só podem votar nas eleições autárquicas), ou seja, um crescimento de cerca de 6% face a 2021, mais expressivo na diáspora, que representa mais de um sexto do eleitorado.

Nas legislativas de 2016 a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021 (durante restrições à mobilidade devido à pandemia da covid-19).

O Movimento para a Democracia (MpD) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) têm-se alternado na governação do país, sempre com maioria absoluta na Assembleia Nacional desde as primeiras eleições livres, em 1991. O MpD venceu em 1991 e em 1995, dando lugar a um ciclo de três mandatos do PAICV (2001, 2006 e 2011), seguidos de dois do MpD (2016 e 2021).

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