Califórnia. Sismo de 6.4 sentido de Los Angeles a Las Vegas e México

O abalo foi o mais forte no Sul da Califórnia desde 1994. Deu-se 182 quilómetros a nordeste de Los Angeles, muito perto da cidade de Ridgecrest, pelas 13h30, hora local, de acordo com o USGS. Provocou o rebentamento de condutas de gás, alguns incêndios em habitações e estragos em edifícios. Seguiram-se mais de 30 réplicas.

RTP /
Vários edifícios caíram em Ridgecrest, após o sismo de 6,4 de 04 de julho de 2019 Twitter

"Esperamos assistir a muitos sismos hoje... Provavelmente, pelo menos mais um provocará estragos", disse depois Lucy Jones, sismologista do USGS, em conferência de imprensa. Pelo menos seis falhas estiveram envolvidas no tremor de terra, revelou.

O USGS, Centro de Análise de sismos dos EUA, disse que o sismo foi superficial, a menos de 11 quilómetros de profundidade, o que amplificou os efeitos.

O abalo, com epicentro junto à fronteira do Parque Nacional de Death Valley, foi sentido em toda a cidade de Los Angeles, até Fresno, a norte, e a leste até Las Vegas, no Nevada. Mesmo nas cidades mexicanas de Tijuana e de Mexicali foram evacuados vários edifícios, informaram responsáveis da província de Baja.

A agência europeia de sismologia, EMSC, revelou que o sismo foi sentido numa área habitada por 20 milhões de pessoas.

A cidade de Ridgecrest tem 27.600 habitantes e fica numa área onde a terra treme habitualmente, embora com muito menor intensidade. Só em 1995, registou mais de 2.500 abalos em cinco semanas durante o verão.

Um ano antes, em 1994, um sismo de 6,6 atingira uma área densamente habitada de Los Angeles, provocando estragos avaliados em milhares de milhões de dólares.
Estragos materiais
Desta vez e até agora foram reportados apenas danos materiais e alguns ferimentos. Quase seis mil pessoas ficaram sem eletricidade no Condado de Kern.

O departamento de bombeiros de Ridgecrest afirmou na rede Twitter estar a responder a "quase duas dezenas de incidentes desde assistência médica a incêndios estruturais, dentro e fora da cidade".

O hospital local foi evacuado igualmente após o sismo. Peggy Breeden, presidente da edilidade, reagiu contudo calmamente, pedindo aos habitantes que se entreajudassem, sobretudo no apoio aos mais idosos, que constituem a maioria da população de Ridgecrest.

"Estamos habituados a tremores de terra mas não desta magnitude", comentou, descrevendo o sismo como um tremor de "longas ondulações", sentido quando estava a conduzir o seu automóvel.


Uma residente de Trona, a sul de Ridgecrest, não ganhou para o susto. "Entramos em pânico a tentar sair de casa, porque estava tudo a cair das prateleiras, dos armários, das paredes, fotografias... voavam das prateleiras como mísseis", descreveu à televisão CNN.

Em Ridgecrest, apenas uma estação de serviço ficou operacional, ocasionando longas filas de carros para abastecimento. Apesar do elevado número de clientes, James Wilhorn, gerente do Mini Mart local e da bomba de gasolina, queixou-se de grandes prejuízos.

"Apanhei mais de 76 litros de vinho que caiu, além de cerveja, soda e do frigorífico que tombou. Temos vários milhares de dólares em estragos", estimou.

O Presidente Donald Trump foi afirmado do ocorrido. "Parece estar tudo sob controlo!" tweetou pouco depois.
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