Câmara da Sertã aponta situação "muito difícil" da EN2 em Pedrógão Pequeno

Câmara da Sertã aponta situação "muito difícil" da EN2 em Pedrógão Pequeno

O presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda, classificou hoje o corte da Estrada Nacional (EN) 2 como "muito difícil", aludindo aos impactos negativos ao nível turístico e da economia local.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Rui Rodrigues - RTP

Em declarações à agência Lusa, Carlos Miranda notou os prejuízos relativos ao corte da estrada, que se mantém há seis meses, desde as tempestades do último inverno, não só para quem não pode circular pela alternativa do IC8, mas também para o fluxo turístico habitual "muito importante para a economia de Pedrógão Pequeno".

"Passava ali muita gente que, agora, vai diretamente a Pedrógão Grande através do IC8. Nós, Câmara Municipal, fizemos ali um percurso alternativo, para bicicletas e para tratores, mas é uma coisa precária, são dois ou três quilómetros, em terra batida. (...) Mas, de noite, obviamente, não é recomendável, é perigoso. De dia, para quem quiser ir de bicicleta, até tem sítios bastante bonitos sobre a albufeira, mas não é solução, aquilo não é solução", enfatizou o autarca.

A solução, segundo Carlos Miranda, é a de que a obra "seja feita rapidamente, para se poder reabrir a estrada".

O município chegou a propor a abertura condicionada a uma via do troço encerrado, com recurso a semáforos, mas a Infraestruturas de Portugal recusou, notou.

A agência Lusa contactou a Infraestruturas de Portugal (IP) sobre a situação da EN2 em Pedrógão Pequeno, - questionando, nomeadamente, que soluções existem para a reabertura da via, ainda que de forma condicionada, avaliações feitas no terreno à estabilidade da encosta e procedimentos de obras - mas não obteve resposta.

No entanto, segundo o Diário da República, a IP lançou, a 01 de junho, um concurso público para a "estabilização de taludes de escavação" num troço de 1.070 metros da EN2 em Pedrógão Pequeno, incluindo, na mesma empreitada, uma outra intervenção idêntica, também no concelho da Sertã, mas na EN 237 entre Cernache do Bonjardim e Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria).

Este concurso, que tinha prazo de apresentação de propostas até 29 de junho, um valor base de 1,5 ME + IVA e um prazo de obra de 180 dias (seis meses) foi, no entanto, alvo de uma alteração em 24 de junho, tendo o prazo de apresentação de propostas sido alargado até 14 de julho.

Aparentemente, de acordo com o portal Base de contratos públicos, ainda não houve qualquer adjudicação.

Na região Centro, também em Penacova um corte na EN2 está a provocar efeitos negativos na atividade turística, revelou, na quinta-feira, o autarca Álvaro Coimbra.

O presidente da Câmara afirmou que a estrada está cortada num troço de menos de 300 metros, afetada por um "deslizamento severo", que também teve impactos no cemitério da Carvoeira e que obrigou à realização de trasladações.

O município apresentou um relatório do Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção (Itecons) da Universidade de Coimbra a apontar para a possibilidade de uma reabertura provisória daquele troço, com circulação alternada, mas Penacova recebeu, por parte da IP, um "rotundo não".

"É nítido um decréscimo grande da atividade turística, não apenas pelo que está a acontecer na nacional 2, mas também na [ER] 110, que está também cortada ao trânsito. É preciso pedir explicações à IP para fazer pressão para que as obras avancem o mais rápido possível", defendeu.

 

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