Economia
Canadá cancela obrigatoriedade de veículos elétricos até 2035
A nova meta do governo canadiano é alcançar 75 por cento de vendas de veículos elétricos até 2035 e 90 por cento até 2040.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou esta quinta-feira em declarações à imprensa numa fábrica de automóveis no Canadá a revogação da obrigatoriedade de todos os veículos vendidos no Canadá serem elétricos até 2035 e anunciou um plano estratégico para o setor automóvel.
A anulação das medidas anteriormente impostas pelo governo de Justin Trudeau - seu antecessor - assinalam um recuo nas medidas focadas em emissões e no clima.
Ao mesmo tempo, o governo do Canadá apresentou um plano de cerca de 1,8 biliões de euros (3 bilhões de dólares canadianos) no setor automóvel de forma a apoiar a produção de veículos elétricos (VE) e reforçar uma indústria afetada pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Desde que assumiu o cargo, Carney também revogou o imposto sobre carbono para residências individuais e avançou com planos para a construção de um novo oleoduto com ligação de Alberta à costa do Pacífico, medidas que provocaram críticas de vários grupos ambientalistas.
Mesmo assim, o primeiro-ministro canadiano deixou claro que a transição para veículos elétricos continua no centro da estratégia industrial do país. “Sabemos para onde está a ir a indústria automóvel. Vamos apoiar essa transição”, afirmou Carney.
De acordo com um comunicado emitido pelo governo canadiano, os três biliões de dólares canadianos irão servir para “ajudar o setor automóvel adaptar-se, a crescer e a diversificar para novos mercados”, com o objetivo de posicionar “o Canadá como um líder global na produção de veículos elétricos”.
Carney destacou ainda que a estratégia procura proteger o setor automóvel canadiano num contexto de crescente incerteza comercial com os Estados Unidos.
“Não há símbolo maior da estreita interligação entre as economias canadiana e americana do que os automóveis”, referiu o primeiro-ministro canadiano.
“Um carro comum é construído com peças que atravessam a nossa fronteira até oito vezes antes de chegarem às concessionárias”, acrescentou Carney, alertando que “essa relação comercial, que antes era um grande trunfo, tornou-se agora uma séria vulnerabilidade”.
O plano divulgado esta quinta-feira na página oficinal do governo canadiano foca-se na cadeia de abastecimento, incentivos fiscais e infraestruturas de carregamento do setor automóvel. Visa proteger 500 mil empregos através de parcerias globais e inovação em Inteligencia Artifical (IA).
A anulação das medidas anteriormente impostas pelo governo de Justin Trudeau - seu antecessor - assinalam um recuo nas medidas focadas em emissões e no clima.
Ao mesmo tempo, o governo do Canadá apresentou um plano de cerca de 1,8 biliões de euros (3 bilhões de dólares canadianos) no setor automóvel de forma a apoiar a produção de veículos elétricos (VE) e reforçar uma indústria afetada pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Apesar do recuo regulatório, Carney insistiu que o Canadá continua comprometido com a luta contra as alterações climáticas. Questionado se ainda via o país como um líder ambiental, respondeu “com certeza”, sublinhando que sua abordagem será centrada em “resultados e soluções”.
A decisão marca mais um afastamento das políticas de Trudeau, que havia aprovado uma legislação que exigia que 20 por cento dos veículos vendidos em 2025 fossem elétricos, com metas de 60 por cento até 2030 e 100 por cento até 2035.
Desde que assumiu o cargo, Carney também revogou o imposto sobre carbono para residências individuais e avançou com planos para a construção de um novo oleoduto com ligação de Alberta à costa do Pacífico, medidas que provocaram críticas de vários grupos ambientalistas.
Mesmo assim, o primeiro-ministro canadiano deixou claro que a transição para veículos elétricos continua no centro da estratégia industrial do país. “Sabemos para onde está a ir a indústria automóvel. Vamos apoiar essa transição”, afirmou Carney.
De acordo com um comunicado emitido pelo governo canadiano, os três biliões de dólares canadianos irão servir para “ajudar o setor automóvel adaptar-se, a crescer e a diversificar para novos mercados”, com o objetivo de posicionar “o Canadá como um líder global na produção de veículos elétricos”.
Carney destacou ainda que a estratégia procura proteger o setor automóvel canadiano num contexto de crescente incerteza comercial com os Estados Unidos.
“Não há símbolo maior da estreita interligação entre as economias canadiana e americana do que os automóveis”, referiu o primeiro-ministro canadiano.
“Um carro comum é construído com peças que atravessam a nossa fronteira até oito vezes antes de chegarem às concessionárias”, acrescentou Carney, alertando que “essa relação comercial, que antes era um grande trunfo, tornou-se agora uma séria vulnerabilidade”.
O plano divulgado esta quinta-feira na página oficinal do governo canadiano foca-se na cadeia de abastecimento, incentivos fiscais e infraestruturas de carregamento do setor automóvel. Visa proteger 500 mil empregos através de parcerias globais e inovação em Inteligencia Artifical (IA).