Candidato de direita à presidência da Colômbia promete bombardear narcotraficantes com EUA
O principal candidato da oposição de direita às presidenciais de maio na Colômbia, Abelardo de la Espriella, prometeu realizar uma ofensiva aérea contra cartéis da droga, com apoio de Estados Unidos e Israel.
Numa entrevista à agência de notícias francesa AFP na sua sede de campanha em Bogotá, Espriella prometeu colocar em prática um "plano de choque", nos primeiros 90 dias no poder, para retomar o controlo de grandes áreas do país sob domínio das guerrilhas e narcotraficantes, com "bombardeamentos nos acampamentos narcoterroristas" e destruição dos campos de coca.
O advogado de profissão, de 47 anos e que se apelida a si próprio de "O tigre", pretende "dotar" as "forças públicas de armas de primeira geração, inteligência artificial, `drones` e, claro, de orçamento, para aumentar os efetivos".
Mas, "isso não pode ser feito sem uma aliança estratégica com os Estados Unidos e o Estado de Israel", sublinhou o também empresário e milionário.
Sem qualquer experiência política ou mandato eleito, Abelardo de la Espriella, apresenta-se como um "outsider" do mundo da política, mas que tem a "coragem" para aplicar a sua linha dura e expulsar a esquerda do poder.
O Presidente em exercício, Gustavo Petro, que não pode recandidatar-se, tentou em vão negociar a paz com diversos grupos armados.
A maioria dessas negociações está parada e, sob pressão dos Estados Unidos, o primeiro Presidente de esquerda da Colômbia endureceu, nos últimos meses, as suas ofensivas militares contra o narcotráfico.
A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína.
Em campanha, Abelardo de la Espriella faz ostensivamente referência à "pátria" e ao "tigre" que a defenderá, e diz ser amigo pessoal de Alvaro Uribe Vélez, o homem forte da direita colombiana, duas vezes Presidente entre 2002 e 2010.
A última sondagem aponta um duelo renhido entre Abelardo de la Espriella e o candidato da esquerda, Ivan Cepeda, um aliado de Petro.