Capturado nas Filipinas activista do Abu Sayyaf acusado de rapto de 57 pessoas

As autoridades filipinas capturaram e apresentaram hoje à comunicação social o activista Insnain Intong Amenol, alegado militante do Abu Sayyaf, e anunciaram a detenção de um outro elemento da guerrilha islâmica também acusado de sequestros.

Agência LUSA /

O comandante George Uy, afirmou que Amenol, por cuja captura tinha sido oferecida uma recompensa de 2.670 dólares (cerca de 2.100 euros), foi detido no sábado, em Lamitan, na ilha de Basilan, 920 quilómetros a sul de Manila.

O responsável da marinha frisou que o detido participou, juntamente com Isnilon Hapilon, lugar-tenente do grupo Abu Sayyaf, no sequestro de 57 professores e estudantes, há quatro anos, em Sumisip, em Basilan, que terminou com a decapitação de cinco dos reféns.

Outro activista, Mamang Asama, foi hoje detido no porto da cidade de Zamboanga, quando desembarcava de um navio procedente de Basilan.

A polícia local declarou que Asama, por cuja captura as autoridades tinham oferecido 3.550 dólares (2.800 euros) de recompensa, é acusado de participar em 13 sequestros, em Basilan, no feudo de Abu Sayyaf.

As detenções ocorrem dias depois de a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, ter dado ordem para ser intensificada a perseguição aos líderes rebeldes, na sequência do anúncio de que o Abu Sayyaf foi o responsável pelo incêndio, em Fevereiro, de um navio de passageiros, no qual morreram 137 pessoas.

O grupo Abu Sayyaf foi desenvolvido na última década do século passado com o objectivo de criar um Estado islâmico independente em Basilan, apesar de nos últimos tempos parecer ter abandonado o seu discurso ideológico.

Os governos das Filipinas e dos Estados Unidos vinculam o grupo Abu Sayyaf à rede terrorista Al-Qaida, mas até à data a alegada relação não foi provada.

Um outro importante suspeito de envolvimento em actos de terrorismo - que resultaram na morte de 42 pessoas, em 2003 - e que alegadamente planeava um atentado contra a embaixada dos Estados Unidos nas Filipinas, foi também detido, juntamente com outros dois suspeitos, segundo fontes militares.

Abdul Manap Mentang foi detido a 06 de Outubro, afirmou o Chefe adjunto do Estado-Maior General Edilberto Adan, que apresentou o suspeitou como um perito em bombas pertencente ao grupo separatista Frente Islâmica de Libertação Moro (MILF), e como um contacto local com o grupo asiático Jemaah Islamiyah.

Adan afirmou que Mentang dirigia a célula que fez explodir uma bomba em frente a um terminal do aeroporto de Davao, em Março de 2003, que resultou na morte de 23 pessoas, e em ferimentos noutras 127.

O grupo é responsável, segundo o militar, pela explosão de uma bomba, um mês depois, na cidade de Sasa Wharf, que matou 19 pessoas e feriu 39.

O MILF rejeitou qualquer ligação com grupos terroristas e convidou os militares, representantes dos governos dos Estados Unidos e da Austrália, bem como a comunicação social, a visitar os campos no Monte Cararao, que tem sido apontado como um campo do grupo Jemaah Islamiyah.

MV.

Lusa/Fim


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