Capturados os últimos dois membros do grupo de Jihadi John

Os dois militantes britânicos do Estado Islâmico, cúmplices de Jihadi John, conhecido pelos seus vídeos de decapitação de reféns, foram capturados na Síria pelas milícias curdas, apoiadas pelos Estados Unidos.

RTP /
Forças Democráticas Sírias Erik De Castro - Reuters

Os dois militantes eram os últimos do grupo conhecido como os Beatles do Estado Islâmico e composto por quatro elementos, acusados de serem responsáveis pelas detenções e decapitações de cerca de 20 reféns, entre os quais os jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff.

A captura ocorreu no início de janeiro no leste da Síria, revelou um responsável norte-americano, em comunicado.

O primeiro dos jihadistas capturados foi identificado como El-Shafee el-Sheik e o segundo, que figura na lista negra dos terroristas internacionais, chama-se Alexanda Amon Kotey ou Alexander Kotey, tendo nacionalidade britânica, ganesa e cipriota, avança a imprensa internacional.

Os dois terroristas foram capturados pelas Forças Democráticas Sírias, que atuam junto à fronteira entre a Síria e o Iraque. As forças norte-americanas terão tido acesso aos dois membros do Estado Islâmico, que terão dado informações importantes sobre o que resta da liderança do grupo terrorista.

Os outros dois membros deste grupo eram Aine Davis, condenado por terrorismo em 2017, na Turquia, e Mohammed Emwazi, o mais conhecido, que morreu na sequência de um ataque aéreo em 2015.
O mais célebre dos quatro Beatles jihadistas era o britânico Mohammed Emwazi, conhecido pelos vídeos de decapitação de reféns, nos quais aparecia de faca em punho e vestido de negro.


Emwazi ficou conhecido pelo cognome Jihadi John e era creditado por alguns dos vídeos mais brutais que o grupo usou como arma de propaganda, entre eles as decapitações dos jornalistas James Foley e Steven Sotloff.

No ano passado o Departamento de Estado norte-americano acusou Alexanda Kotey de ter "provavelmente executado" reféns e recorrido a "métodos de tortura particularmente cruéis".

Estes jihadistas "participaram na detenção, tortura e execução de prisioneiros ocidentais, atuaram como carcereiros e intérpretes e teriam ligações ao terrorista britânico muitas vezes designado como Jihadi John, explicou ainda o responsável norte-americano, sem precisar em que estado se encontram os dois homens ou o que será feito deles.
 
"El-Shafee el-Sheik e Kotey representam uma pequena parte das centenas de terroristas estrangeiros do EI de vários países que foram capturados no campo de batalha pelas Forças Democráticas Sírias no leste da Síria desde outubro de 2017", referiu o mesmo responsável.

De acordo com a BBC, o Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros escusou-se a confirmar a captura. "Não fazemos comentários sobre casos individuais, nem sobre inquéritos em curso".
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