Caso Jamaica. Angola diz que Portugal pediu "desculpas"

O Governo angolano garante que "não existe qualquer irritante" nas relações entre Angola e Portugal. Em conferência de imprensa, referindo-se ao Caso Jamaica, o ministro angolano das Relações Exteriores afirmou que a situação está resolvida. "O Governo angolano, através dos seus representantes em Portugal, assumiu as suas responsabilidades", disse, acrescentando que o ministro português dos Negócios Estrangeiros "teve a hombridade de me ligar, não só para apresentar desculpas, mas também para sublinhar a forma, com sentido de Estado, como as autoridades angolanas reagiram".

RTP /
"Tivemos uma atitude permanente, sem muito barulho, mas eficaz", afirmou o ministro angolano das Relações Exteriores Lusa (arquivo)

Numa conferência de imprensa de lançamento da visita a Angola do Presidente português, Manuel Augusto afirmou que as autoridades angolanas acompanharam, em conjunto com as congéneres portuguesas, o caso do Bairro Jamacia desde o primeiro momento.

Manuel Augusto evitou comentar o tratamento que as autoridades e a imprensa portuguesa deram ao assunto, considerando uma "matéria interna", apesar das críticas, nos dois países, à atuação da polícia.

"O que talvez seja aqui de sublinhar é que as autoridades angolanas não se fizeram acompanhar da imprensa, nem a chamaram para se fazer acompanhar. A nossa embaixada e o nosso consulado, sob nossa orientação, acompanhou a família afetada até ao tribunal que julgou o jovem que foi indiciado (por agressões a agentes da polícia). O resultado desse julgamento foi aceitável e o jovem está em liberdade. Angola fez o que tinha de fazer", disse.

E acrescentou: "Quero aqui assegurar que o Governo angolano, através dos seus representantes em Portugal, assumiu as suas responsabilidades, estabeleceu pontes de diálogo com as autoridades portuguesas, condenou o uso excessivo da força, tal como também o fez tem relação ao respeito às autoridades (policiais portuguesas). Tivemos uma atitude permanente, sem muito barulho, mas eficaz".

Durante todo este processo, Manuel Augusto afirmou que esteve em contacto com o homólogo português, Augusto Santos Silva, que teve "a hombridade de me ligar, não só para apresentar desculpas, mas também para sublinhar a forma, com sentido de Estado, como as autoridades angolanas reagiram".

c/ Lusa
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