Mundo
Casos de hepatite aguda atípica deixam autoridades em alerta
Cento e noventa casos de hepatite aguda atípica em crianças, com várias idades, já foram diagnosticados, a maioria na Europa.
Já foram identificados 190 casos de hepatite aguda atípica. Em Portugal, ainda não foi registado nenhum caso.
Os especialistas portugueses participam esta quarta-feira na reunião do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças Infecciosas para delinear estratégias de prevenção e tratamento. Até agora, não foi identificado o agente que a provoca.
Os sinais e sintomas desta nova doença são iguais às de outras doenças gástricas: vómitos, dor de barriga ou diarreia. Sintomas que, por si só, não determinam um diagnóstico de inflamação no fígado. Um outro sintoma que se destaca, e que pode indicar doença hepática, é a icterícia, que deixa os olhos com cor amarela.
As 190 crianças diagnosticadas têm várias idades. A mais nova tinha um mês e a mais velha 16 anos. Todas apresentavam o fígado inflamado. No entanto, em nenhum dos casos foi detetado nenhum dos vírus já conhecidos que causam a maioria das hepatites identificadas.
Foram as análises às transaminazes – uma proteína que está ligada a doenças hepáticas – que levou os médicos ao diagnóstico de hepatite.
Apesar de estar por identificar o agente que provoca esta nova hepatite, não foi excluído tratar-se de um vírus já existente – como por exemplo o adenovirus responsável pelas constipações.
Os sinais e sintomas desta nova doença são iguais às de outras doenças gástricas: vómitos, dor de barriga ou diarreia. Sintomas que, por si só, não determinam um diagnóstico de inflamação no fígado. Um outro sintoma que se destaca, e que pode indicar doença hepática, é a icterícia, que deixa os olhos com cor amarela.
As 190 crianças diagnosticadas têm várias idades. A mais nova tinha um mês e a mais velha 16 anos. Todas apresentavam o fígado inflamado. No entanto, em nenhum dos casos foi detetado nenhum dos vírus já conhecidos que causam a maioria das hepatites identificadas.
Foram as análises às transaminazes – uma proteína que está ligada a doenças hepáticas – que levou os médicos ao diagnóstico de hepatite.
Apesar de estar por identificar o agente que provoca esta nova hepatite, não foi excluído tratar-se de um vírus já existente – como por exemplo o adenovirus responsável pelas constipações.
Atenção redobrada
Numa conferência de imprensa durante a qual forneceu uma atualização sobre os últimos desenvolvimentos em matéria de doenças infeciosas na União Europeia, a diretora do ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças), Andrea Ammon começou precisamente por abordar os recentes casos de “hepatite aguda de origem desconhecida em crianças até então saudáveis”.
Apontando que “o Reino Unido foi o primeiro país a lançar um alerta, no início de abril, tendo desde então reportado mais de 100 casos”, e que, “depois desse alerta, mais países têm relatado casos, entre os quais 10 países da UE, mas também Israel e Estados Unidos”, Ammon sublinhou que muitos dos casos foram de hepatite grave e vários evoluíram para insuficiência hepática aguda, que exigiram transplantes de fígado, “o que mostra bem a gravidade da condição”.
“As investigações prosseguem em todos os países, mas, de momento, a causa desta hepatite permanece desconhecida. A hepatite habitual, de A a E, está excluída, e as autoridades nacionais de saúde estão a olhar para possíveis causas”, disse, escusando-se a especular sobre a origem destes casos até haver mais dados.
Andrea Ammon disse então que o ECDC está a monitorizar a situação, em articulação com os países que já reportaram casos e com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Estamos a trabalhar numa avaliação rápida de risco, que esperamos publicar na quinta-feira”, anunciou.
Apontando que “o Reino Unido foi o primeiro país a lançar um alerta, no início de abril, tendo desde então reportado mais de 100 casos”, e que, “depois desse alerta, mais países têm relatado casos, entre os quais 10 países da UE, mas também Israel e Estados Unidos”, Ammon sublinhou que muitos dos casos foram de hepatite grave e vários evoluíram para insuficiência hepática aguda, que exigiram transplantes de fígado, “o que mostra bem a gravidade da condição”.
“As investigações prosseguem em todos os países, mas, de momento, a causa desta hepatite permanece desconhecida. A hepatite habitual, de A a E, está excluída, e as autoridades nacionais de saúde estão a olhar para possíveis causas”, disse, escusando-se a especular sobre a origem destes casos até haver mais dados.
Andrea Ammon disse então que o ECDC está a monitorizar a situação, em articulação com os países que já reportaram casos e com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Estamos a trabalhar numa avaliação rápida de risco, que esperamos publicar na quinta-feira”, anunciou.