Catalunha independente não fará parte da União Europeia

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O aviso é de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, que garante que caso a Catalunha se torne um Estado independente a decisão será respeitada mas a região fica fora da União Europeia. Para fazer parte do grupo será necessária haver uma candidatura, garantiu Juncker.

Numa entrevista à Euronews, Jean-Claude Juncker abordou um possível triunfo do ‘sim’ num referendo à independência na Catalunha. O presidente da Comissão Europeia explicou que se a região se tornar independente, a União Europeia respeitará a decisão mas os catalães não poderão candidatar-se à União Europeia no dia seguinte.

“Se houver um ‘sim’ a favor da independência catalã, então vamos respeitar essa opinião. Mas a Catalunha não pode tornar-se num membro da União Europeia de um dia para o outro”, declarou Juncker.  Para se tornar num membro da União Europeia, será necessário passar por todos os parâmetros a que os outros membros estiveram sujeitos. Juncker falou também do caso da Escócia, que no seguimento do Brexit já fez saber que pretende tornar-se num Estado independente para assegurar o regresso à União Europeia.

Para ser membro da União há um longo processo de negociações que envolve várias matérias, várias regras, de forma a garantir o consentimento de todos os governos pertencentes à UE.

Apesar de defender o processo de integração, Juncker explicou que não quer ver as tradições regionais serem de futuro elementos de “separação e fragmentação” na União Europeia.
Separatistas catalães apelam ao sim
Face às tentativas do Tribunal Constitucional espanhol para colocar um travão nas leis regionais que dão cobertura ao referendo independentista, os movimentos separatistas da região procuram manter o momento favorável para a campanha do ‘sim’.

À meia-noite de hoje, em Tarragona, Carles Puigdemont, presidente da Generalitat, e outros dirigentes vão dar início à campanha que pede a independência da Catalunha sobre Espanha.

A campanha eleitoral terá lugar até 29 de setembro e serão realizadas três ações com movimentos independentes, às quais se juntam outras ações de campanha. Tudo isto está previsto acontecer apesar das ameaças jurídicas que partem de Madrid. O Tribunal Constitucional espanhol chegou já ao ponto de declarar ilegais todos estes movimentos.

Num confronto de peito aberto contra Madrid, os separatistas sublinham que lhes cabe a eles, catalães, decidir se querem ou não continuar a fazer parte de Espanha. Mas o governo já disse que uma decisão sobre a Catalunha terá de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.
Escócia é um caso peculiar na Europa
Após a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, e apesar de ter sido recusada a independência em 2014, a primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon não escondeu desde a primeira hora que tem na agenda o objetivo de levar a cabo novo referendo, acreditando num resultado que permita manter a ligação a Bruxelas.


Foto: Reuters

Sturgeon considera que as circunstâncias mudaram e que será preciso rever as desvantagens que o Brexit pode representar para a Escócia. Neste caso, a vontade do executivo escocês é conseguir a independência do Reino Unido para depois se candidatar à União Europeia.

Algo que Theresa May tem tentado evitar com um discurso de união entre os quatro países que fazem parte do Reino Unido. Apesar das tentativas de May, Sturgeon já pediu autorização ao parlamento escocês para encetar negociações com o governo britânico.

Em junho do ano passado, os britânicos decidiram em referendo que queriam sair da União Europeia com tangenciais 52 por cento. Números muito diferentes vieram da Escócia, com o país a votar com uns estrondosos 62 por cento contra a saída do Reino Unido da União.

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