Cazaquistão defende aumento do papel mediador dos estados turcos em conflitos

O presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokáyev, defendeu hoje o aumento do papel mediador dos Estados turcos em conflitos como os que ocorrem entre a Rússia e a Ucrânia e entre Israel e o grupo islamita do Hamas.

Lusa /

"Uma tarefa urgente é aumentar o papel da mediação. (...) O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua, no Médio Oriente entre Israel e a Palestina. A instabilidade continua no Afeganistão. O problema da imigração ilegal está a agravar-se no Ocidente", disse Kasim-Yomart Tokáyev durante a 10.ª cimeira da Organização dos Estados Turcos (OTS) que decorre em Astana, capital do Cazaquistão.

Tokayev sublinhou que atualmente "os civis na Faixa de Gaza, especialmente as crianças e os idosos, estão a tornar-se vítimas do confronto" entre Israel e o Hamas.

"A principal tarefa é garantir a sua segurança. Neste sentido, decidi prestar assistência humanitária ao povo palestiniano no valor de 1 milhão de dólares", anunciou o presidente.

O presidente cazaque enfatizou que "a resolução de problemas urgentes que não foram resolvidos durante décadas através da violência e de atos terroristas é absolutamente inaceitável".

"O Cazaquistão condena veementemente estes métodos. (...). Neste sentido, apelamos à resolução de qualquer conflito exclusivamente através de negociações pacíficas e do diálogo diplomático", insistiu.

Por sua vez, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, voltou a denunciar na cimeira dos Estados turcos que está a ser cometido um "crime contra a humanidade" em Gaza e apelou a que se pare com a morte de civis, independentemente de se serem árabes ou judeus.

"O que está a acontecer agora em Gaza é um crime contra a humanidade", disse o líder turco na 10.ª Cimeira da OTS.

Erdogan sublinhou que uma "tragédia sem precedentes" está a ocorrer na Palestina, à medida que "escolas, casas e campos de refugiados estão a ser bombardeados impiedosamente".

"Pedimos às partes um cessar-fogo, que permita a ajuda humanitária e que parem com a morte de civis, independentemente da sua nacionalidade: judeus ou árabes", acrescentou.

Já o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyóyev, também sublinhou a necessidade de uma trégua humanitária em Gaza e apelou à cessação das hostilidades.

O OTS é composto, além da Turquia, pelo Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, enquanto o Turquemenistão e a Hungria participam como observadores.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, participa da cimeira de Astana.

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