EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Cemitério de navios em Angola dá sucata em vez de peixe

Cemitério de navios em Angola dá sucata em vez de peixe

Um enorme cemitério de navios, 45 minutos a norte de Luanda, tornou-se num postal icónico de Angola, procurado por turistas e fotógrafos amadores em busca do melhor ângulo para retratar uma paisagem que tem tanto de fascinante como de decadente.

Lusa /
O cemitério de navios parece ter os dias contados Ampe Rogério - Lusa

Para a comunidade piscatória do Sarrico, que convive com os gigantes tombados e semi-submersos na praia de Santiago, o cenário nada tem de agradável devido ao impacto negativo sobre a pesca.

Por isso, muitos passaram a complementar esta atividade com a venda de sucata, desmantelando aos poucos as carcaças dos barcos como forma de aumentar os magros rendimentos.

Todos os pedaços valem dinheiro, mas o trabalho é árduo e, por vezes, acontecem acidentes.

Vendem o ferro ao peso, a compradores locais que transportam os materiais para Luanda e competem com sucateiros, mais organizados, que "cortam com máquinas" e usam o maçarico para desmantelar as embarcações.

Ao longe, o ruído metálico do martelo e do escopro abafa a suavidade das ondas e quase faz esquecer a paisagem tropical de mar azul e sol escaldante. Os jovens regressam ao trabalho, com esperança de ganhar alguns kwanzas para ajudar as famílias e chegar ao final do dia sem fome.

Uma situação que parece ter os dias contados, depois de o governo angolano ter anunciado, em meados de abril, um concurso para a limpeza e remoção de embarcações, navios e outros engenhos marítimos no litoral das províncias de Luanda e Bengo.


PUB