Centenas de milhar de pessoas no Live 8 contra a pobreza em África
Centenas de milhares de pessoas assistiram hoje, em todo o mundo, aos dez concertos do Live8, para apelar ao fim da pobreza em África e aplaudir algumas das maiores estrelas da música rock e pop.
Iniciados em Tóquio, os concertos - pensados pelo músico irlandês Sir Bob Geldof como forma de pressionar os dirigentes do G8 - , prosseguiram em Joanesburgo, Berlim, Roma, Londres, Moscovo, Barrie (Canadá), Versailles (França) e Filadélfia (Estados Unidos).
O Live8 pretende ser uma segunda edição do Live Aid, que em 1985 recolheu 32 milhões de euros para combater a pobreza em África.
Em Londres, o palco forte deste evento, onde 250 mil pessoas assistiram ao espectáculo gratuito que decorreu em Hyde Park, actuaram estrelas como os Pink Floyd, que retomaram a sua formação com Roger Waters para a ocasião, Sting, U2, Paul MacCartney, Madonna, Coldplay, Elton John, REM, Dido, Robbie Williams, Mariah Carey, Annie Lennox, Dakota, e o senegalês Youssou N+Dour, um dos raros africanos a actuar na capital britânica.
Numa mistura de géneros musicais pouco habitual, o concerto de Londres contou também com a presença do milionário norte-americano Bill Gates, fundador da Microsoft, e do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
Em Filadélfia, nos Estados Unidos, foram também centenas de milhares de pessoas que foram ouvir bandas como Bon Jovi e Destiny Child, enquanto em Berlim, o concerto, que decorreu no centro histórico da capital alemã, juntou 150 mil espectadores.
Em Roma, o Live8 contou essencialmente com a presença de músicos italianos, aplaudidos por dezenas de milhar de pessoas, e em Tóquio foram dez mil os espectadores que acorreram ao concerto da cantora pop islandesa Bj¸rk.
Em Versailles (França) juntaram-se 40 mil espectadores para ouvir intérpretes franceses e britânicos, como Yannick Noah e os The Cure, e em Joanesburgo, o único dos dez concertos organizado no continente africano e que contou com o apoio do ex-presidente sul- africano Nelson Mandela, estiveram presentes cerca de oito mil pessoas.
O Live8 foi organizado para pressionar os dirigentes dos países que constituem o G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), antes da cimeira de três dias que tem início a 06 de Julho, na Escócia, para que actuem contra pobreza no continente africano.
Segundo os produtores do evento, 85 por cento da população mundial - cerca de 5,5 mil milhões de pessoas em 140 países - tiveram acesso à difusão dos espectáculos, no que torna o Live8 o evento em directo com a maior transmissão televisiva.