Centenas de pescadores mortos em Myanmar (Birmânia)
Centenas de pescadores terão morrido em Myanmar (Birmânia) em resultado do maremoto de 26 de Dezembro, muito mais que o avançado pelo regime birmanês, de acordo com dados do Programa Alimentar Mundial (PAM) divulgados hoje em Genebra.
O número de vítimas dos maremotos naquele país, que continua praticamente fechado ao exterior, será segundo o PAM bastante maior que o balanço oficial, que aponta para 53 mortos e 21 desaparecidos.
"Tememos que centenas de pescadores tenham sido mortos", comentou um porta-voz da organização sedeada em Genebra.
Dados precisos da situação no país são praticamente desconhecidos, já que as autoridades continuam a escusar-se a permitir um acesso internacional mais alargado às zonas afectadas.
A junta militar birmanesa raramente dá conta de qualquer balanço de vítimas de desastres naturais ou outros no país.
O PAM estima que mais de 30 mil pessoas necessitem de apoio alimentar e de água potável e medicamentos, referindo que da Birmânia o primeiro apelo para algum apoio surgiu no dia 30 de Dezembro.
"Inicialmente o governo pensava poder lidar por si com a situação mas depois acabou por dar-se conta da maior dimensão do problema", referiu.
A imprensa controlada pelo aparelho estatal precisava este fim-de- semana que o maremoto teria feito apenas 53 mortos em 17 aldeias costeiras, estando 21 pessoas dadas como desaparecidas.
O número oficial de feridos era de apenas 43, estando 778 pessoas desalojadas.
A última estimativa das Nações Unidas, no fim-de-semana, apontava para apenas 90 mortos.