Centro Nacional de Furacões quer aceleração de operações de protecção
O Centro Nacional de Furacões (NHC) convidou quinta-feira à noite os habitantes e as autoridades da costa do Golfo do México a acelerar as operações que visam proteger a população do furacão Rita, segundo um comunicado.
"Os preparativos para proteger as vidas e os bens devem ser rapidamente concluídos", advertiu o NHC.
"O Rita é um furacão extremamente perigoso, classificado com a categoria 4 na escala Saffir-Simpson", intensidade que pode variar quando chegar a terra, indicou a mesma fonte.
Segundo o mesmo comunicado, o Centro Nacional de Furacões prevê "ondas grandes e perigosas".
Menos de um mês depois da passagem do furacão Katrina, a ameaça provocou a fuga de centenas de milhares de residentes entre Corpus Christi, no Texas, e Nova Orleães, no Luisiana, provocando enormes engarrafamentos no trânsito.
Se a sua trajectória se mantiver, o furacão Rita deve atingir terra em Galveston, pequeno porto do Texas.
Entretanto, através de comunicado, o Instituto Norte-americano do Petróleo (API) considerou quinta-feira que o Rita ameaça potencialmente 27,5 por cento da capacidade norte-americana de refinar petróleo.
"Na trajectória potencial do furacão, uma zona que se estende entre Corpus Christi, no Texas, até Lake Charles, no Luisiana, encontram-se 21 refinarias que representam 27,5 por cento da capacidade de produção norte-americana", sublinha a API.
O encerramento de parte importante das refinarias "pode afectar os mercados norte-americanos de combustível", prossegue o comunicado, sublinhando que "mais de cinco por cento da capacidade nacional de refinar petróleo está suspensa devido ao Katrina".
O Golfo do México fornece 29 por cento da produção interna de petróleo norte-americano e 19 por cento da produção de gás.