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CERN activa o maior ímã supercondutor do mundo

CERN activa o maior ímã supercondutor do mundo

O maior ímã supercondutor do mundo foi posto a funcionar com êxito pela Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), com sede em Meyrin (arredores de Genebra).

Agência LUSA /

O aparelho, que faz parte do novo acelerador de partículas (LHC) funcio nou logo ao primeiro ensaio, indicou o CERN em comunicado.

O ímã é constituído por oito bobinas supercondutoras que medem cada uma cinco metros de largura e 25 metros de comprimento. Elas pesam cem toneladas e estão alinhadas com uma precisão milimétrica, sublinha o CERN.

O ímã foi posto sob tensão, por etapas, com intensidades cada vez mais elevadas até atingir, na noite de 09 de Novembro, 21.000 amperes. A corrente foi depois cortada e a energia magnética armazenada.

Segundo o CERN, o ímã faz parte do LHC em que trabalham os seus físicos e, quando entrar em funcionamento, daqui a um ano, será o maior acelerador de p artículas do mundo (com 27 quilómetros de diâmetro) ajudando os cientistas a con hecerem melhor o momento imediatamente posterior ao Big Bang.

A função do grande electroímã é criar um potente campo magnético numa z ona concreta do grande acelerador de partículas, onde se constrói um detector de grandes dimensões a uma profundidade de 45 metros, encarregado de recolher dado s das partículas que são aceleradas e chocadas nessa grande circunferência.

Com o campo magnético criado, os cientistas poderão alterar a rota das partículas, fazê-las chocar e estudá-las, o que dará mais pistas à comunidade ci entífica sobre que tipo de elementos havia no Universo, logo depois de se ter pr oduzido o Big Bang.

Também permitirá avançar no conhecimento de que é feito 96 por cento do que se desconhece no Universo, porque é que as partículas têm massa ou porque é que a natureza prefere a matéria à antimatéria, explica o CERN.

Para testar o ímã previamente foi preciso arrefecê-lo a uma temperatura de 269 graus centígrados abaixo de zero e foi então posto a funcionar lentament e até se alcançar os 21.000 amperes, 500 mais do que a corrente necessitava para produzir o campo magnético requerido pelos cientistas.

Na construção do detector ATLAS, onde ficou instalado o grande electroí mã, trabalham cerca de 1.800 cientistas de 165 universidades e laboratórios de 3 5 países.

É também o maior detector de partículas físicas jamais construído, com 46 metros de comprimento, 25 de largura e 25 de altura, para obter informações s obre feixes de protões que serão acelerados à velocidade da luz num círculo cava do a 100 metros de profundidade, que levaria a percorrer a pé mais de quatro hor as.

Ao serem liberados, os protões colidirão 800 milhões de vezes por segun do, reproduzindo assim a situação próxima à imediatamente posterior à do Big Ban g.

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