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Cessar-fogo em Gaza. Hamas pronto para novas negociações após troca de prisioneiros

Cessar-fogo em Gaza. Hamas pronto para novas negociações após troca de prisioneiros

O Hamas disse esta quinta-feira estar pronto para iniciar negociações sobre a segunda fase do cessar-fogo em Gaza, depois de centenas de prisioneiros palestinianos terem sido libertados por Israel, durante a última noite, em troca de quatro corpos de reféns israelitas. Telavive avançou, entretanto, que três destes reféns foram "assassinados" em cativeiro.

Joana Raposo Santos - RTP /
Os palestinianos libertados por Israel durante a noite incluem 445 homens e 24 mulheres e menores detidos em Gaza Mohammed Torokman - Reuters

A mais recente troca entre Israel e Hamas foi a última da primeira fase do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor a 19 de janeiro, durando cerca de seis semanas.

Agora, o grupo islamita garante estar preparado para iniciar as conversações sobre a segunda fase da trégua, com o objetivo de pôr um fim definitivo à guerra que começou em outubro de 2023.

"Renovamos o nosso total empenho no acordo de cessar-fogo e confirmamos a nossa disponibilidade para levar a cabo negociações para a segunda fase do acordo", declarou o grupo em comunicado, acrescentando que a única forma de libertar os reféns que ainda se encontram em Gaza é através do compromisso com o cessar-fogo.
O ministro israelita da Energia, Eli Cohen, já afirmou que o regresso dos restantes 59 reféns é uma prioridade máxima, mas que não haverá acordo sobre a segunda fase do cessar-fogo se o Hamas permanecer em Gaza.

"As nossas exigências são claras", vincou Cohen, que é também membro do gabinete de segurança de Benjamin Netanyahu.

O ministro disse ainda que Israel se encontra agora numa posição mais forte para negociar do que antes do cessar-fogo, já que possui o apoio total da Administração do presidente norte-americano, Donald Trump.Israel alega que três reféns foram assassinados
Na quarta-feira, os mediadores egípcios garantiram a entrega dos corpos dos últimos quatro reféns da primeira fase do acordo, em troca de 620 palestinianos detidos pelas forças israelitas.

Na manhã desta quinta-feira, o gabinete de Benjamin Netanyahu declarou em comunicado que três dos reféns cujos restos mortais foram entregues durante a noite foram "assassinados" em cativeiro.

"Com base nos dados e informações de que dispomos, Ohad (Yahalomi), Tsachi (Idan) e (Itzik Elgarat) foram assassinados em cativeiro em Gaza", avançou.O quarto corpo devolvido durante a noite foi identificado como sendo o de Shlomo Mansour, que Israel tinha anunciado a 11 de fevereiro ter sido morto a 7 de outubro de 2023.

Já os palestinianos libertados por Israel durante a noite incluem 445 homens e 24 mulheres e menores detidos em Gaza, assim como 151 prisioneiros condenados a prisão perpétua por ataques mortais contra israelitas, segundo uma fonte do Hamas.

Um autocarro transportou os detidos da prisão israelita de Ofer, na Cisjordânia ocupada, para Ramallah, onde uma multidão se juntou para os saudar.

O prisioneiro libertado Bilal Yassin, de 42 anos, contou à agência Reuters que esteve detido em Israel durante 20 anos. "Os nossos sacrifícios e a nossa prisão não foram em vão", afirmou. "Tínhamos confiança na resistência (palestiniana)".

c/ agências
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