Cessar-fogo. Hamas e Jihad Islâmica querem "paragem total da agressão" em Gaza

por Rachel Mestre Mesquita - RTP
O rei Abdullah II da Jordânia reunido com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o presidente palestiniano Mahmoud Abbas (R) durante a Conferência sobre Gaza, na Jordânia, a 11 de junho. Royal Hashemite Court - EPA

Os movimentos palestinianos Hamas e Jihad Islâmica anunciaram esta terça-feira que a sua resposta, ao plano de cessar-fogo de Israel anunciada a 31 de maio por Joe Biden, prevê uma "paragem total da agressão" na Faixa de Gaza. O Egito e o Catar confirmaram esta tarde ter recebido uma resposta do Hamas sobre o acordo de cessar-fogo em Gaza e anunciaram que vão "coordenar os próximos passos" com as partes envolvidas.

“A resposta dá prioridade aos interesses do povo palestiniano e sublinha a necessidade de uma paragem total da agressão em curso em Gaza”, afirmaram o Hamas e a Jihad Islâmica numa declaração conjunta, acrescentando que estavam prontos a “empenhar-se positivamente para chegar a um acordo".

De acordo com uma fonte anónima próxima das convesações, citada pela agência France Presse, "a resposta [do Hamas] contém alterações à proposta israelita, incluindo um calendário para um cessar-fogo permanente e a retirada total das tropas israelitas da Faixa de Gaza”.

O Egito e o Catar anunciaram que os países mediadores tinham recebido uma resposta do Hamas - sem revelarem o seu conteúdo - e que juntamente com os EUA iam "estudar a resposta e coordenar com as partes envolvidas os próximos passos", de acordo com uma publicação feita pelo Ministério egípcio dos Negócios Estrangeiros no Facebook.

“As duas partes confirmam que os seus esforços conjuntos de mediação com os Estados Unidos da América vão continuar até que se chegue a um acordo, uma vez que os mediadores vão estudar a resposta e coordenar com as partes envolvidas os próximos passos”,
pode ler-se na declaração no Facebook.




O anúncio surgiu no final da Conferência “Apelo à Ação: Resposta humanitária para Gaza” que decorreu esta terça-feira, na Jordânia, um dia depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado uma resolução que apoia o cessar-fogo em Gaza, mediado pelos Estados Unidos da América.

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