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Ceuta. Marrocos quebra o silêncio e admite 11 mortos do seu lado da fronteira
As autoridades marroquinas indicam que foram registadas 11 vítimas do lado marroquino e apontam para a "interpretação errada" de uma decisão do Supremo Tribunal espanhol como a origem desta crise migratória.
É a primeira reação de Rabat à entrada massiva de pessoas em Ceuta dos últimos dias.
O Ministério marroquino do Interior afirma ter registado 11 mortes do seu lado da fronteira. "Uma morte acidental devido à queda de uma área rochosa" entre Fnideq e Ceuta e "dez mortes por afogamento”.
O país justifica ainda a entrada massiva de migrantes em Ceuta com "a promoção de informações enganosas" através das redes sociais, "o papel das redes de tráfico de seres humanos" e ainda "interpretações erradas de dados legais e administrativos, que apontavam para a ilusão da possibilidade de acesso fácil e sem consequências legais ao espaço europeu".
Neste ponto, o comunicado dos marroquinos faz menção à recente decisão do Supremo Tribunal espanhol, que determinou que quem chega a Ceuta e Melilla a nado não poderia ser "devolvido a quente".
Segundo essa decisão, anunciada a 8 de julho, o repatriamento sumário só poderia ser aplicado a quem entrasse no país sem enfrentar elementos de contenção fronteiriços estabelecidos, excluindo, na prática, quem tentasse chegar pelo mar ou através de zonas desprovidas de vedações.
Marrocos defende que as “interpretações erradas e disseminação enganosa” desta decisão judicial levaram aqueles que tentam atravessar a fronteira a acreditar “que era possível evitar a devolução imediata”.
O Ministério marroquino do Interior afirma ter registado 11 mortes do seu lado da fronteira. "Uma morte acidental devido à queda de uma área rochosa" entre Fnideq e Ceuta e "dez mortes por afogamento”.
“A curta distância e a escassa profundidade de algumas zonas criaram a falsa sensação de segurança para aqueles que tentaram atravessar” a fronteira, adianta o Governo de Marrocos, que diz terem sido “40.000 pessoas” a tentar chegar ao enclave espanhol.
Outras 1.135 dirigiram-se para o enclave espanhol de Melilla, também no norte de África.
O Ministério do Interior em Rabat afirma que “Marrocos continua a ser um parceiro fiável e responsável, comprometendo-se a reforçar a cooperação e a coordenação internacionais no combate à migração irregular e ao tráfico de pessoas”.
Segundo as autoridades espanholas, pelo menos 50.000 pessoas atravessaram a fronteira e registaram-se pelo menos 72 mortos. De acordo com o presidente de Ceuta, há 88 cadáveres de migrantes na morgue daquele enclave espanhol.
Segundo as autoridades espanholas, pelo menos 50.000 pessoas atravessaram a fronteira e registaram-se pelo menos 72 mortos. De acordo com o presidente de Ceuta, há 88 cadáveres de migrantes na morgue daquele enclave espanhol.
Decisão do Supremo espanhol teve "interpretação errada"
O país justifica ainda a entrada massiva de migrantes em Ceuta com "a promoção de informações enganosas" através das redes sociais, "o papel das redes de tráfico de seres humanos" e ainda "interpretações erradas de dados legais e administrativos, que apontavam para a ilusão da possibilidade de acesso fácil e sem consequências legais ao espaço europeu".
Neste ponto, o comunicado dos marroquinos faz menção à recente decisão do Supremo Tribunal espanhol, que determinou que quem chega a Ceuta e Melilla a nado não poderia ser "devolvido a quente".
Segundo essa decisão, anunciada a 8 de julho, o repatriamento sumário só poderia ser aplicado a quem entrasse no país sem enfrentar elementos de contenção fronteiriços estabelecidos, excluindo, na prática, quem tentasse chegar pelo mar ou através de zonas desprovidas de vedações.
Marrocos defende que as “interpretações erradas e disseminação enganosa” desta decisão judicial levaram aqueles que tentam atravessar a fronteira a acreditar “que era possível evitar a devolução imediata”.