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Chávez designa possível sucessor na presidência da Venezuela
O presidente venezuelano Hugo Chávez, após o anúncio do seu regresso a Cuba para ser operado de urgência ao cancro de que padece, anunciou que, em caso de impedimento seu, o futuro presidente será Nicolás Maduro.
O anúncio feito por Chávez, na presença de Maduro, constitui a primeira admissão pública de um cenário de morte ou incapacidade duradoura do presidente, que há dois meses foi reeleito para um quarto mandato, de seis anos. Segundo citação do diário espanhol El Pais, Chávez afirmou: "[Maduro] é um dos dirigentes jovens de maior capacidade para continuar, caso eu não possa, à frente da Presidência da República, dirigindo os destinos desta pátria junto ao povo e subordinado aos interesses do povo".
Um outro chavista da primeira hora, Diosdado Cabello, ficava desse modo preterido em mais que prováveis ambições sucessórias. Cabello é um homem decisivo no controlo do exército, pelo que se atribuiu considerável importância à sua declaração de lealdade para com Chávez e Maduro, logo após a designação deste.
O "jovem dirigente" Nicolás Maduro tem 50 anos e começou a vida profissional como motorista de autocarros, numa época em que a actividade sindical era proscrita. Nesses anos 70 e 80 dedicou-se contudo, no Metro de Caracas, a um trabalho clandestino de organização sindical e, depois, política - tornando-se um dos fundadores do Movimento Quinta República (MVR).
Sua mulher, Cilia Flores, foi a advogada que protagonizou em 1994 a campanha pela libertação de Hugo Chávez, que se encontrava preso desde uma malograda tentativa de golpe de Estado, de dois anos antes. Em 1998, Cilia Flores desempenhou um papel fundamental na campanha eleitoral que levou Chávez à sua primeira presidência.
Nessas mesmas eleições, Maduro foi eleito pelo MVR para o parlamento. No ano seguinte foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte. De 2005 a 2006 foi o porta-voz da Assembleia, sendo substituído nesse cargo por Cilia Flores quando foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros.
Após as eleições presidenciais de 10 de Outubro deste ano, Chávez nomeou-o vice-presidente, cargo que passou a acumular com o de ministro dos Negócios Estrangeiros.
Um outro chavista da primeira hora, Diosdado Cabello, ficava desse modo preterido em mais que prováveis ambições sucessórias. Cabello é um homem decisivo no controlo do exército, pelo que se atribuiu considerável importância à sua declaração de lealdade para com Chávez e Maduro, logo após a designação deste.
O "jovem dirigente" Nicolás Maduro tem 50 anos e começou a vida profissional como motorista de autocarros, numa época em que a actividade sindical era proscrita. Nesses anos 70 e 80 dedicou-se contudo, no Metro de Caracas, a um trabalho clandestino de organização sindical e, depois, política - tornando-se um dos fundadores do Movimento Quinta República (MVR).
Sua mulher, Cilia Flores, foi a advogada que protagonizou em 1994 a campanha pela libertação de Hugo Chávez, que se encontrava preso desde uma malograda tentativa de golpe de Estado, de dois anos antes. Em 1998, Cilia Flores desempenhou um papel fundamental na campanha eleitoral que levou Chávez à sua primeira presidência.
Nessas mesmas eleições, Maduro foi eleito pelo MVR para o parlamento. No ano seguinte foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte. De 2005 a 2006 foi o porta-voz da Assembleia, sendo substituído nesse cargo por Cilia Flores quando foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros.
Após as eleições presidenciais de 10 de Outubro deste ano, Chávez nomeou-o vice-presidente, cargo que passou a acumular com o de ministro dos Negócios Estrangeiros.