Checos e eslovacos celebram 15º aniversário da Revolução de Veludo
A República Checa e a Eslováquia celebraram hoje o 15º aniversário da Revolução de Veludo que, em finais de 1989, pôr termo à ditadura comunista da ex-Checoslováquia.
Em Praga, vários milhares de checos aproveitaram a ocasião para se manifestarem contra a influência de que ainda dispõem os comunistas, nostálgicos da era soviética, que são ainda a segunda força política ao país, com cerca de 20 por cento do eleitorado.
Como todos os anos, o grande artífice da queda do regime, o antigo dissidente Vaclav Havel depôs uma coroa de flores no centro de Praga, diante de um monumento alusivo à brutal repressão de uma manifestação estudantil pacífica, a 17 de Novembro de 1989.
Oito horas antes da espectacular abertura do Muro de Berlim, a violência policial desse dia acabou por originar uma gigantesca vaga de protestos em todo o país.
No centro de Praga, Vaclav Havel - retirado da política activa desde o final do seu último mandato presidencial, em Fevereiro de 2003 - foi ovacionado por habitantes de Praga que acorreram ao local para lembrar os acontecimentos de 1989.
No Parlamento, a cerimónia acabou por ficar marcada pelo momento em que vários deputados e personalidades presentes, incluindo Vaclav Havel, abandonaram a sala no momento em que o presidente do partido comunista checo (KSCM), Miroslav Grebenicek, tomou o uso da palavra.
Ao contrário do que sucedeu com outros partidos congéneres de países ex-comunistas, o KSCM tem-se recusado a qualquer revisão no seu discurso ou na sua ideologia.
Na capital da Eslováquia, Bratislava, que conquistou a sua independência no início de 1993, foram igualmente organizadas cerimónias alusivas à data.
O primeiro-ministro eslovaco, Mikulas Dzurinda, acendeu uma vela no local onde tiveram lugar as grandes manifestações contra o regime, em 1989.
O Presidente, Ivan Gasparovic, participou, por seu turno, numa reunião com os antigos responsáveis locais do movimento.