Chefe da campanha de Trump acusado de conspiração contra os Estados Unidos

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Paul Manafort, diretor de campanha de Donald Trump na corrida à Casa Branca, entregou-se esta manhã a Robert Mueller, o procurador que está a conduzir a investigação às supostas interferências russas nas presidenciais americanas. De acordo com a CNN, outro colaborador do Presidente, ouvido no início de Outubro, deu-se como “culpado” e confessou contactos com o Kremlin, admitindo ter mentido em declarações anteriores ao FBI.

A investigação à alegada colaboração de agentes russos para garantir a eleição de Donald Trump nunca havia chegado tão perto do núcleo central da equipa que trabalhou com Trump durante a campanha presidencial. Na manhã desta segunda-feira, Paul Manafort, director de campanha de Trump entre Maio e Agosto de 2016, entregou-se depois de ter tido conhecimento da iminente a divulgação das primeiras acusações sobre o caso.Manafort e Gates declararam-se "inocentes". Papadopoulos deu-se como "culpado". Manafort e Gates ficam, para já, em prisão domiciliária.

Em causa está, além de Manafort, Rick Gates, outro colaborador de Donald Trump na corrida presidencial e George Papadopoulos, um advogado internacional do sector da energia que também colaborou na equipa republicana durante a campanha.

Neste momento, as agências de notícias e os canais americanos avançam que contra Manafort e Gates estão em cima da mesa 12 acusações, entre as quais a acusação de “conspiração contra os Estados Unidos”, “conspiração para lavagem de dinheiro” e “depoimentos falsos às autoridades”. (Só a lavagem de dinheiro pode levar a uma pena máxima de 20 anos de prisão.)Agências americanas acreditam que elementos russos ajudaram a campanha de Trump a derrotar Clinton através do roubo e divulgação de emails comprometedores para a candidata democrata.

Quanto a esta última, apesar de se tratar de uma investigação levada à parte, George Papadopoulos ter-se-á dado como culpado a 5 de Outubro, confessando ter mentido em anteriores depoimentos ao FBI.

Adianta a CNN que o ex-colaborador do Presidente Donald Trump admitiu ter mantido contactos com elementos do Kremlin durante a campanha presidencial, encontros que serviram para discutir “podres” da adversária de Trump, a candidata democrata Hillary Clinton.

Trata-se da primeira acusação produzida por Robert Mueller desde que pegou na alegada interferência russa para beneficiar a campanha de Trump na eleição para a Casa Branca.

Uma primeira reacção de Trump foi deixada na sua conta do Twitter.



Donald Trump salienta que a investigação levada a cabo contra Paul Manfort diz respeito a assuntos que têm anos, muito antes de este ter desempenhado o cargo de director da sua campanha.

De facto, Manafort deixou a equipa de Trump na sequência de acusações de que teria recebido milhões de dólares em pagamentos ilegais de um partido político ucraniano pró-russo. Em causa estará o trabalho de Manafort na Ucrânia e a sua colaboração com destacadas figuras fiéis a Putin, políticos incluídos.

A meio da tarde, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders garantia que estes novos desenvolvimentos da investigação nada têm a ver com a equipa da campanha de trump. Versão também defendida pelo advogado do Presidente norte-americano, Jay Sekulow, em declarações à CNN.

"O Presidente não vai interferir com o trabalho do procurador Mueller", garantiu ainda Sekulow.

Algumas análises da situação vão no sentido em que Mueller podrá aqui estar a usar Manafort apenas como um pé de cabra para chegar ao cofre-forte em que Trump mantém a questão da alegada colaboração entre a sua campanha e o Kremlin para derrotar Hillary Clinton.

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