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Chefe de gabinete da delegação em Ceuta demite-se após disputa sobre alerta de migrantes
Gonzalo Sanz renunciou ao cargo de chefe de gabinete da delegação espanhola em Ceuta, na sequência da controvérsia sobre um alerta do Centro Nacional de Inteligência para a entrada em massa de migrantes.
O chefe de gabinete apresentou demissão após se tornar público que teria recebido informações do CNI, através do WhatsApp, e que tinha estado em contacto com um membro do serviço de inteligência no dia 29 de julho, um dia antes da entrada massiva de migrantes na cidade autónoma.
De acordo com documentos divulgados, o agente do CNI enviou a Sanz informações com um apelo coordenado nas redes sociais para que os migrantes entrassem em Ceuta. O então chefe de Gabinete garante ter passado esse alerta ao delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano.
Contudo, Pérez Triano assegura que não teve conhecimento nem das mensagens nem da chamada mantida entre o chefe de Gabinete e o CNI.
"Não foi nada mais que uma troca de informações", apontou publicamente Triano, que, por enquanto, descartou seguir os passos de Sanz e deixar também o cargo. “Quando o Centro Nacional de Inteligência (CNI) recebe um alerta, é preparado um relatório e entregue em envelope lacrado endereçado às autoridades competentes. Uma mensagem de WhatsApp para um funcionário de escalão inferior não é um relatório, mas uma simples troca de informações. Se fosse algo sério, o destinatário não seria esse funcionário”.
Sanz estava em funções desde fevereiro de 2025, após ter sido assessor na mesma instituição, cargo ao qual chegou após a saída de Rafael García.
De acordo com documentos divulgados, o agente do CNI enviou a Sanz informações com um apelo coordenado nas redes sociais para que os migrantes entrassem em Ceuta. O então chefe de Gabinete garante ter passado esse alerta ao delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano.
Contudo, Pérez Triano assegura que não teve conhecimento nem das mensagens nem da chamada mantida entre o chefe de Gabinete e o CNI.
"Não foi nada mais que uma troca de informações", apontou publicamente Triano, que, por enquanto, descartou seguir os passos de Sanz e deixar também o cargo. “Quando o Centro Nacional de Inteligência (CNI) recebe um alerta, é preparado um relatório e entregue em envelope lacrado endereçado às autoridades competentes. Uma mensagem de WhatsApp para um funcionário de escalão inferior não é um relatório, mas uma simples troca de informações. Se fosse algo sério, o destinatário não seria esse funcionário”.
A divergência tornou-se pública depois de os documentos governamentais terem confirmado o contacto do CNI com Sanz, que é o primeiro alto funcionário a renunciar funções desde o início da crise na fronteira, há seis semanas, quando entre mais de 70 mil migrantes entraram irregularmente em Ceuta.
O chefe de Gabinete justificou a demissão, num comunicado com a "evidente incompatibilidade entre minha afirmação de que a mensagem escrita transmitida pelo CNI em 29 de julho foi transmitida por mim ao próprio delegado naquele mesmo dia e as várias declarações feitas pelo delegado em diferentes meios de comunicação, nas quais ele alega não ter recebido nenhuma informação minha".
Sanz estava em funções desde fevereiro de 2025, após ter sido assessor na mesma instituição, cargo ao qual chegou após a saída de Rafael García.