Chefe do cartel de Tijuana detido pelas autoridades norte-americanas

O chefe do cartel da droga de Tijuana, Francisco Javier Arellano Félix, foi detido na segunda- feira nos Estados Unidos pela agência antidroga (DEA) e a guarda costeira, informou hoje um membro do Departamento de Justiça norte- americano.

Agência LUSA /

A mesma fonte, citada pela Associated Press, pediu anonimato porque a detenção ainda não foi anunciada oficialmente - o Departamento de Justiça norte-americano marcou uma conferência de imprensa para hoje à tarde (noite em Lisboa).

O vice-procurador geral dos Estados Unidos, Paul McNulty, o almirante Thad Allen, comandante da Guarda Costeira, e o chefe de operações da DEA, Michael Braun, vão participar na conferência de imprensa destinada a anunciar "a detenção de um alvo de alto valor em matéria de narcóticos".

Francisco Javier Arellano Félix, de 37 anos, era procurado tanto nos Estados Unidos como no México, pelo seu papel de liderança no cartel, conhecido pela violência e pela sofisticação das suas operações.

De acordo com um oficial da polícia citado pela mesma agência - que também pediu para não ser identificado -, Arellano Félix foi detido na segunda-feira quando se dedicava à pesca em alto-mar.

Junto com o líder do cartel de Tijuana foram detidos mais sete adultos e três adolescentes.

As autoridades suspeitam que entre os adultos estão dois assassinos que trabalham para o cartel.

O cartel de Tijuana é um dos principais cartéis da droga no México, sendo o principal fornecedor da cocaína consumida no estado norte-americano da Califórnia.

Do cartel fazem parte seis irmãos e quatro irmãs do líder agora detido.

A DEA tinha estabelecido uma recompensa de cinco milhões de dólares (quase quatro milhões de euros) pela captura de Francisco ou do seu irmão Eduardo.

As autoridades norte-americanas desconfiam que os túneis que ligavam o México a um armazém a sul de San Diego descobertos em Janeiro pela polícia, eram usados pelo cartel de Tijuana para fazer entrar cocaína, heroína, marijuana e meta-anfetaminas nos Estados Unidos.

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