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Chefes da diplomacia dos 27 da UE analisam situação no Médio Oriente

Chefes da diplomacia dos 27 da UE analisam situação no Médio Oriente

Os chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE) reúnem-se esta segunda-feira no Luxemburgo e um dos focos da agenda de trabalho será a atual situação no Médio Oriente e a guerra em curso entre Israel e o Hamas.

Lusa /
o alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, deverá liderar os trabalhos Angeles Visdomine - EPA

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco europeu vão fazer igualmente um ponto de situação sobre a guerra na Ucrânia, centrando-se nos compromissos em matéria de segurança, bem como sobre a evolução da situação na Arménia e no Azerbaijão, relacionada com o enclave do Nagorno-Karabakh.

O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, e os governantes com a pasta da diplomacia nos 27, entre os quais João Gomes Cravinho, irão abordar no Luxemburgo os últimos desenvolvimentos nos diversos conflitos que assolam o mundo e que poderão reescrever o panorama geopolítico.

Os 27 abordarão o apoio político, económico-financeiro e militar prestado à Ucrânia até hoje, o que pode avizinhar-se no futuro no conflito e como é que esforços adicionais são possíveis para tentar acabar com a agressão russa, iniciada em fevereiro de 2022.

Está previsto um ponto de situação sobre as sanções à Rússia.

Josep Borrell também quer dedicar parte da reunião ao reposicionamento estratégico em relação à China, visto como um dos principais adversários da UE no plano político-económico, e sobre a região africana do Sahel, confrontada com vários golpes militares nos últimos anos e com uma crescente radicalização religiosa.

A UE não quer desviar atenções da Ucrânia, mas o chefe da diplomacia europeia já alertou que é necessário acompanhar as movimentações de países que tentam influenciar os rumos dos países do Sahel, destabilizando a região.

A evolução da situação na Arménia e no Azerbaijão, relacionada com o enclave do Nagorno-Karabakh, também consta nos tópicos da agenda.

No entanto, um dos focos da agenda de trabalho deste Conselho de Negócios Estrangeiros será o clima de tensão no Médio Oriente e a guerra em curso entre Israel e o Hamas, desencadeada pelo ataque conduzido pelo grupo islamita palestiniano no passado 7 de outubro em solo israelita.

Sobre esta matéria, é expectável que os ministros centrem o seu intercâmbio em aspetos como o empenhamento internacional da UE, a colaboração com os atores regionais para evitar repercussões, a proteção dos cidadãos da UE e prestação de assistência consular, a reafirmação do empenhamento a longo prazo da UE no processo de paz no Médio Oriente e a abordagem da situação humanitária em Gaza.

Está previsto que a Comissão Europeia informe os chefes da diplomacia dos 27 sobre a prestação de assistência humanitária e sobre o processo de revisão em curso da ajuda ao desenvolvimento da UE à Autoridade Palestiniana.

A coordenação entre os Estados-membros em matéria de cruzamento de informações sobre cidadãos que potencialmente representam um perigo para a UE deverá ser igualmente abordada, depois de recentes ataques na Bélgica e em França, alegadamente relacionados com motivações religiosas extremadas.

Ainda neste encontro, os ministros participam na 19.ª reunião ministerial UE-Ásia Central, com a presença de cinco países da região: Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e o Uzbequistão.

O encontro dos governantes com a pasta da diplomacia na UE antecede a reunião do Conselho Europeu, marcada para 26 e 27 de outubro em Bruxelas.


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