Chefes de diplomacia dos 27 debatem segunda-feira "não" irlandês

Bruxelas, 13 Jun (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão discutir segunda-feira no Luxemburgo as consequências da vitória do "não" no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa, o assunto que passou a dominar a actualidade comunitária.

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A reunião de chefes de diplomacia dos 27, preparatória da Cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE que se realizará a 19 e 20 de Junho em Bruxelas, ficou com a agenda subitamente "ofuscada" pela rejeição do Tratado de Lisboa na consulta popular realizada na passada quinta-feira na Irlanda e hoje conhecida.

Aquele que seria à partida um ponto "pacífico" do próprio Conselho Europeu de Bruxelas - o ponto da situação do processo de ratificação do Tratado assinado a 13 de Dezembro passado em Lisboa pelos líderes europeus e entretanto ratificado por 18 Estados-membros - tornou-se de um dia para o outro a grande "dor de cabeça" na UE, como há três anos sucedeu com o "não" de França e Holanda à Constituição Europeia.

A "resposta" da UE face à rejeição do Tratado de Lisboa pela Irlanda passa assim a dominar quer a Cimeira de Bruxelas, quer a reunião de chefes de diplomacia, tendo já o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, afirmado sexta-feira que o Conselho Europeu será o momento adequado para os líderes europeus fazerem uma avaliação de toda a situação e encontrarem as orientações políticas necessárias.

"Teremos de avaliar em conjunto, desde logo com o governo irlandês, quais são as opções que nos permitirão sair da situação de crise em que a Europa continuará mergulhada", afirmou Amado à agência Lusa por telefone desde Marselha, onde se encontra a participar numa reunião organizada pelo presidente Nicolas Sarkozy.


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