Chile e Argentina instalam Estado-Maior Conjunto da Força de Paz Combinada
Santiago de Chile, 04 Abr (Lusa) - Chile e Argentina puseram hoje em marcha o Estado-Maior Conjunto da Força de Paz Combinada, "Cruz do Sul", um novo marco e uma etapa superior na relação bilateral", afirmaram as autoridades de ambos os países.
Os ministros da Defesa do Chile, José Goni, e da Argentina, Nilda Garré, deram o impulso ao novo corpo militar combinado, integrado por sete oficiais chilenos e seis argentinos, sob o comando do coronel do Exército chileno Ian Mackinnon.
A sede do Estado-Maior da "Cruz do Sul", ficará em Santiago durante este ano.
A ministra Nilda Garré, ao intervir na cerimónia, destacou o "apoiado processo de aproximação, cooperação, concertação política e actividades conjuntas", entre os dois países em matéria de Defesa e Segurança Internacional.
Sustentou que os antecedentes deste processo se situam nos alvores da independência de ambas as nações, recordando também que houve tempos difíceis e de fricções que quase levaram os dois países "à beira de uma confrontação armada", há 30 anos.
"A empresa que hoje nos reúne, deve encher-nos de orgulho porque defintivamente estamos a contribuir numa perspectiva nitidamente sul-americana para a consolidação da paz e da segurança internacional", disse Garré, salientando que agora os dois países "são de verdade sócios estratégicos".
Em resposta a perguntas dos jornalistas, a ministra defendeu que o Chile e a Argentina assumam compras e investimentos conjuntos em equipamentos militares.
"Parece-nos também muito importante encarar e analisar posteriormente essa possibilidade de compras conjuntas nalguns casos, em alguns equipamentos", advogou.
Confirmou também que se está a analisar a construção conjunta de aviões de treino de última geração.
Enquanto isto, o ministro José Goñi explicou que no final do ano Chile e Argentina porão à disposição das Nações Unidas a força militar binacional de paz, "a fim de contribuir para o esforço da comunidade internacional para manter ou regenerar a paz onde quer que um conflito a tenha minado".
Acrescentou que "Cruz do Sul" "constituirá um testemunho concreto de dois países que juntam vontades e energias para contribuir para construir a paz onde mais for preciso".