China acusa antigo presidente da câmara de Chengdu de corrupção

China acusa antigo presidente da câmara de Chengdu de corrupção

A Procuradoria chinesa acusou de corrupção o antigo presidente da câmara de Chengdu, Wang Fengchao, suspeito de utilizar os cargos que ocupou em empresas estatais e na administração pública para favorecer terceiros em troca de subornos avultados.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Florence Lo - Reuters

A Procuradoria Popular Suprema anunciou hoje que a Comissão Nacional de Supervisão concluiu a investigação e remeteu o processo para o ministério público, que ordenou a detenção de Wang por suspeitas de corrupção.

O processo foi atribuído à Procuradoria de Changsha, capital da província de Hunan, no centro do país, que apresentou recentemente a acusação junto do Tribunal Popular Intermédio daquela cidade.

Segundo a acusação, Wang aproveitou os poderes e a influência associados aos diferentes cargos que desempenhou para conceder benefícios a terceiros, recebendo em troca bens de forma ilícita.

Antes de assumir a presidência da câmara de Chengdu, Wang ocupou cargos de direção no grupo estatal de eletrónica Sichuan Changhong, foi vice-presidente da câmara de Neijiang e vice-diretor do organismo provincial de supervisão dos ativos estatais, entre outras funções.

Exerceu também o cargo de vice-governador da província de Sichuan e, posteriormente, de vice-secretário local do Partido Comunista Chinês (PCC) e presidente da câmara de Chengdu, uma das principais cidades do centro-oeste da China, com mais de 20 milhões de habitantes.

A Procuradoria não especificou o montante dos alegados subornos nem as datas em que terão ocorrido as irregularidades.

Wang estava sob investigação desde novembro de 2025 por "graves violações da disciplina e da lei", expressão habitualmente utilizada pelas autoridades chinesas em processos relacionados com corrupção.

Em junho, o PCC expulsou-o das suas fileiras e anunciou a transferência do processo para o ministério público.

Desde que chegou ao poder, em 2012, o Presidente chinês, Xi Jinping, tem promovido uma vasta campanha anticorrupção que atingiu dirigentes políticos, responsáveis de empresas estatais e altos comandos militares.

Pequim apresenta a campanha como um instrumento para reforçar a disciplina interna e combater aquilo que Xi classificou como "a maior ameaça" ao PCC, embora alguns observadores considerem que também serve para afastar rivais da vida política.

 

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