China constrói central nuclear e instala observatório espacial na Argentina
Buenos Aires, 04 set (Lusa) -- A Argentina e a China vão reforçar a sua cooperação bilateral, com os chineses a construírem a quarta central nuclear do país americano e um observatório espacial integrado no programa chinês de exploração lunar.
O governo argentino revelou ter assinado na quarta-feira um acordo para a participação chinesa na construção de uma central nuclear, estimada em dois mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros).
Sem detalhar, as autoridades argentinas avançaram que a Empresa Nuclear Nacional Chinesa (CNNC, na sigla em Inglês) vai dar "um apoio técnico, serviços e equipamentos", conforme o acordo assinado em Pequim entre a CNNC e a Nucleoelectrica Argentina (Na-Sa).
A Argentina depende do gás natural e petróleo para o seu consumo de energia, com o nuclear a representar cerca de 10% da sua produção de eletricidade.
O país tem três centrais, designadamente Atucha I (335 MW) e Atucha II (745 MW), situadas a 60 quilómetros de Buenos Aires, e a de Embalse (600 MW), peto de córdoba.
A China vai também contribuir com 4,4 mil milhões de dólares para a construção de duas barragens hidroelétricas na Patagónia, na província de Santa Cruz.
O observatório espacial, por seu turno, vai estar operacional em 2016, sendo a sua construção, na província de Neuquen, na Patagónia, com um custo estimado de 300 milhões de dólares, dirigida pela Agência Chinesa de Lançamento e Controlo de Satélites.
O local foi cedido ao operador chinês por 50 anos.
A China vai colocar este ano pela primeira vez uma sonda em órbita em torno da Lua e destinada a regressar depois à Terra.
O programa espacial chinês, dirigido pelos militares, prevê também a instalação de estação permanente em órbita antes de 2020, para, a prazo, enviar um homem à Lua.
Fontes oficiais já tinham adiantado em 2012 que a China previa extrair amostras de Marte antes de 2030.