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China garante "apoio inabalável" a Hong Kong durante período "sombrio"
O Presidente chinês, Xi Jinping, reiterou esta segunda-feira o "apoio inabalável" à chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, elogiando a sua coragem em governar a região que enfrenta o ano "mais sombrio e complexo" desde a transferência da soberania para a China. Carrie Lam agradeceu a confiança e o apoio, sublinhando que o seu "trabalho para impedir a violência não terminou".
Numa reunião à porta fechada em Pequim, Xi Jinping garantiu à chefe do executivo de Hong Kong que a China continuará a prestar um “apoio inabalável”, apesar de os protestos pró-democracia continuarem e de Carrie Lam ter sofrido uma dura derrota eleitoral em novembro.
“Continuaremos a mostrar um apoio inabalável à sua liderança do governo administrativo especial de Hong Kong, de acordo com a lei, apoiando a polícia de Hong Kong a defender firmemente a lei e esperando que o povo se una e conduza o desenvolvimento de Hong Kong de volta ao caminho certo”, disse Xi Jinping a Carrie Lam durante a reunião, depois de elogiar o respeito pela fórmula “um país, dois sistemas” e de reconhecer “plenamente a coragem e empenhamento demonstrado durante este período excecional em Hong Kong”.
Para o Presidente chinês, Hong Kong - que há seis meses é palco de manifestações - vive o “período mais sombrio e complexo desde o seu retorno à pátria”.
Antes de Xi Jinping, Carrie Lam reuniu-se ainda com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Apesar de reconhecer os esforços da chefe do executivo de Hong Kong, Keqiang apelou ao fim da violência e caos nas ruas.
"O Governo central reconhece plenamente os seus esforços, mas Hong Kong ainda não superou as dificuldades: o governo da cidade deve continuar a fazer esforços para conter a violência e acabar com o caos, de acordo com a lei, e restaurar a ordem", disse o primeiro-ministro chinês durante o encontro.
Li Keqiang pediu ainda a Lam para “analisar o mais rapidamente possível as divergências e problemas profundamente enraizados que dificultam o desenvolvimento económico e social de Hong Kong”.
"Podemos dizer que a cidade está a enfrentar uma situação sem precedentes, grave e complicada", sublinhou o primeiro-ministro chinês.
“Ensombrado pela agitação social”
Em conferência de imprensa após os encontros, Carrie Lam agradeceu ao Presidente chinês “pela confiança e pelo apoio” dado ao governo de Hong Kong durante esta “crise tão grande”.
"Dada a gravidade da situação e as dificuldades que enfrentamos, posso dizer que os líderes apreciam plenamente os esforços necessários", disse a chefe do executivo de Hong Kong.
"Mas sabemos que o nosso trabalho para impedir a violência não terminou. Ainda não estamos fora da crise", acrescentou Lam.
Os protestos têm assumido contornos cada vez mais violentos, com confrontos com as forças de segurança. De acordo com a polícia de Hong Kong, foram detidas mais de seis mil pessoas e disparadas cerca de 16 mil granadas de gás lacrimogéneo durante os seis meses de protestos.
Durante a noite de domingo, manifestantes e polícia voltaram a envolver-se em confrontos, deitando por terra a trégua que durava há duas semanas, desde a vitória esmagadora dos candidatos pró-democracia nas eleições de novembro.
Segundo as autoridades de Hong Kong, os manifestantes incendiaram barricadas, bloquearam estradas, partiram semáforos com martelos e arremessaram tijolos contra a polícia, que respondeu com disparos de gás lacrimogéneo.
“Continuaremos a mostrar um apoio inabalável à sua liderança do governo administrativo especial de Hong Kong, de acordo com a lei, apoiando a polícia de Hong Kong a defender firmemente a lei e esperando que o povo se una e conduza o desenvolvimento de Hong Kong de volta ao caminho certo”, disse Xi Jinping a Carrie Lam durante a reunião, depois de elogiar o respeito pela fórmula “um país, dois sistemas” e de reconhecer “plenamente a coragem e empenhamento demonstrado durante este período excecional em Hong Kong”.
Para o Presidente chinês, Hong Kong - que há seis meses é palco de manifestações - vive o “período mais sombrio e complexo desde o seu retorno à pátria”.
Antes de Xi Jinping, Carrie Lam reuniu-se ainda com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Apesar de reconhecer os esforços da chefe do executivo de Hong Kong, Keqiang apelou ao fim da violência e caos nas ruas.
"O Governo central reconhece plenamente os seus esforços, mas Hong Kong ainda não superou as dificuldades: o governo da cidade deve continuar a fazer esforços para conter a violência e acabar com o caos, de acordo com a lei, e restaurar a ordem", disse o primeiro-ministro chinês durante o encontro.
Li Keqiang pediu ainda a Lam para “analisar o mais rapidamente possível as divergências e problemas profundamente enraizados que dificultam o desenvolvimento económico e social de Hong Kong”.
"Podemos dizer que a cidade está a enfrentar uma situação sem precedentes, grave e complicada", sublinhou o primeiro-ministro chinês.
“Ensombrado pela agitação social”
Em conferência de imprensa após os encontros, Carrie Lam agradeceu ao Presidente chinês “pela confiança e pelo apoio” dado ao governo de Hong Kong durante esta “crise tão grande”.
"Dada a gravidade da situação e as dificuldades que enfrentamos, posso dizer que os líderes apreciam plenamente os esforços necessários", disse a chefe do executivo de Hong Kong.
"Mas sabemos que o nosso trabalho para impedir a violência não terminou. Ainda não estamos fora da crise", acrescentou Lam.
Carrie Lam considera que Hong Kong está a travessar um ano “especial”, tendo sido “ensombrado pela agitação social”.
Durante a noite de domingo, manifestantes e polícia voltaram a envolver-se em confrontos, deitando por terra a trégua que durava há duas semanas, desde a vitória esmagadora dos candidatos pró-democracia nas eleições de novembro.
Segundo as autoridades de Hong Kong, os manifestantes incendiaram barricadas, bloquearam estradas, partiram semáforos com martelos e arremessaram tijolos contra a polícia, que respondeu com disparos de gás lacrimogéneo.
Os manifestantes acusam a polícia de brutalidade e exigem um inquérito independente à sua atuação. Lam voltou a rejeitar esta exigência, defendendo que o conselho de supervisão sobre a atuação da polícia que está a investigar a atuação das forças de segurança deve ter “espaço e tempo” para concluir o seu relatório no início do próximo ano.
O início dos protestos remonta há seis meses, motivados por um projeto de lei, entretanto retirado, que autorizava extradições de criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental.
As demandas foram, entretanto, ampliadas e exigem reformas democráticas, como o sufrágio universal, e denunciam uma crescente interferência de Pequim na antiga colónia britânica.
As demandas foram, entretanto, ampliadas e exigem reformas democráticas, como o sufrágio universal, e denunciam uma crescente interferência de Pequim na antiga colónia britânica.
c/agências