Mundo
China não se compromete com União Europeia
O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao declarou que China e UE são parceiras globais e necessitam de trabalhar juntas, quando recebeu em Pequim o Presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy e o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Mas Pequim não se comprometeu para já quanto a investimentos no fundo de resgate europeu, um dos objetivos de Bruxelas.
“A China apoia firmemente o lado da União Europeia na sua forma de lidar com os problemas da dívida. Fazemos concordar as nossas palavras com as nossas ações”, afirmou Jiabao, em conferência de imprensa conjunta, após uma reunião de duas horas entre os três líderes.
“Estamos dispostos a desenvolver uma comunicação de proximidade e de cooperação com o lado da União Europeia”, acrescentou, repetindo de a China apoia a UE e que espera que o bloco continue a “enviar mensagens fortes e positivas” sobre estabilidade.
Mas não foi mencionado nenhum investimento específico nos fundos de resgate.
Interdependência
Em resposta a Jiabao, Herman Van Rompuy considerou que “cabe à China tomar as suas próprias decisões de forma a contribuir para a estabilidade da zona euro”.
“Concordámos que iremos cooperar uns com os outros nestas questões”, acrescentou Van Rompuy, sublinhando que os dois “são tão interdependentes que a mudança nas taxas de crescimento de um dos dois parceiros estratégicos tem um impacto direto e palpável no outro.”
A Europa é o maior parceiro comercial chinês, com trocas comerciais de 560 mil milhões de euros no ano transato.
Esta segunda-feira, a agência de notação financeira Moody’s degradou de novo a classificação de Itália, Portugal e Espanha. França, Grã-Bretanha e Áustria mantiveram as suas classificações mas as perspetivas quanto ao seu crescimento desceram de “estável” para “negativo”.
União Europeia "a progredir"
Apesar da crise da zona euro, o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lembrou que recentemente, os 27 países membros do bloco "deram um passo em frente" que irá "completar a união monetária".
Por isso, garantiu Durão Barroso a Pequim, o processo de integração europeia "está a profundar-se e não a andar para trás".
"A discussão na Europa, hoje, não é de modo nenhum como reduzir o projeto comum, mas como avançar ainda mais no processo de integração", garantiu o Presidente da Comissão Europeia. "Quero dizer aos nossos amigos e parceiros chineses que sim, a União Europeia está a progredir. Não tenho quaisquer dúvidas quanto a isso" afirmou ainda Durão Barroso.
O Presidente da Comissão Europeia considerou também "normal" o fenómeno das "greves e os protestos estudantis" mencionado na questão de uma jornalista chinesa.
"É um fenómeno normal, em sociedades abertas, em que as pessoas têm o direito de protestar", afirmou Durão Barroso, lembrando que a União Europeia não é um país, mas "uma união de 27 democracias."
31 pontos de acordo
Na semana passada, responsáveis chineses no Fundo Monetário Internacional (FMI) avisaram que uma recessão na Europa poderia cortar para metade as taxas chinesas de crescimento. E os responsáveis europeus esperavam que, por isso, Pequim se mostrasse mais cooperante.
Não é a primeira vez que a China se dispõe a aumentar o seu envolvimento com a zona euro mas, contrariamente à declaração de Jiabao, nunca cumpriu a promessa. Segundo analistas a delegação da UE não vai conseguir o compromisso sólido que pretendia da China.
Um comunicado de imprensa divulgado após as conversações entre Jiabao e os dois representantes europeus lista 31 pontos de acordo numa série de pontos, da ciber-segurança ao desenvolvimento urbano. O comunicado é omisso quanto à crise da zona euro.
A Cimeira em Pequim deverá abordar ainda a crise política síria, o programa nuclear iraniano e os planos europeus de introduzir um imposto sobre emissões de carbono dos aviões, que a China rejeita.
“Estamos dispostos a desenvolver uma comunicação de proximidade e de cooperação com o lado da União Europeia”, acrescentou, repetindo de a China apoia a UE e que espera que o bloco continue a “enviar mensagens fortes e positivas” sobre estabilidade.
Mas não foi mencionado nenhum investimento específico nos fundos de resgate.
Interdependência
Em resposta a Jiabao, Herman Van Rompuy considerou que “cabe à China tomar as suas próprias decisões de forma a contribuir para a estabilidade da zona euro”.
“Concordámos que iremos cooperar uns com os outros nestas questões”, acrescentou Van Rompuy, sublinhando que os dois “são tão interdependentes que a mudança nas taxas de crescimento de um dos dois parceiros estratégicos tem um impacto direto e palpável no outro.”
A Europa é o maior parceiro comercial chinês, com trocas comerciais de 560 mil milhões de euros no ano transato.
Esta segunda-feira, a agência de notação financeira Moody’s degradou de novo a classificação de Itália, Portugal e Espanha. França, Grã-Bretanha e Áustria mantiveram as suas classificações mas as perspetivas quanto ao seu crescimento desceram de “estável” para “negativo”.
União Europeia "a progredir"
Apesar da crise da zona euro, o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lembrou que recentemente, os 27 países membros do bloco "deram um passo em frente" que irá "completar a união monetária".
Por isso, garantiu Durão Barroso a Pequim, o processo de integração europeia "está a profundar-se e não a andar para trás".
"A discussão na Europa, hoje, não é de modo nenhum como reduzir o projeto comum, mas como avançar ainda mais no processo de integração", garantiu o Presidente da Comissão Europeia. "Quero dizer aos nossos amigos e parceiros chineses que sim, a União Europeia está a progredir. Não tenho quaisquer dúvidas quanto a isso" afirmou ainda Durão Barroso.
O Presidente da Comissão Europeia considerou também "normal" o fenómeno das "greves e os protestos estudantis" mencionado na questão de uma jornalista chinesa.
"É um fenómeno normal, em sociedades abertas, em que as pessoas têm o direito de protestar", afirmou Durão Barroso, lembrando que a União Europeia não é um país, mas "uma união de 27 democracias."
31 pontos de acordo
Na semana passada, responsáveis chineses no Fundo Monetário Internacional (FMI) avisaram que uma recessão na Europa poderia cortar para metade as taxas chinesas de crescimento. E os responsáveis europeus esperavam que, por isso, Pequim se mostrasse mais cooperante.
Não é a primeira vez que a China se dispõe a aumentar o seu envolvimento com a zona euro mas, contrariamente à declaração de Jiabao, nunca cumpriu a promessa. Segundo analistas a delegação da UE não vai conseguir o compromisso sólido que pretendia da China.
Um comunicado de imprensa divulgado após as conversações entre Jiabao e os dois representantes europeus lista 31 pontos de acordo numa série de pontos, da ciber-segurança ao desenvolvimento urbano. O comunicado é omisso quanto à crise da zona euro.
A Cimeira em Pequim deverá abordar ainda a crise política síria, o programa nuclear iraniano e os planos europeus de introduzir um imposto sobre emissões de carbono dos aviões, que a China rejeita.