China pede fim da "especulação infundada" sobre porto de Hamburgo

A China apelou hoje ao fim da "especulação infundada" sobre a participação de uma subsidiária do estaleiro estatal chinês Cosco no porto comercial de Hamburgo.

Lusa /

Fontes governamentais alemãs anunciaram a decisão de autorizar a participação da Cosco, embora limitada a 25% para impedir que ela adquirisse uma natureza "estratégica".

A decisão foi vista como um compromisso entre o governo tripartido do chanceler Olaf Scholz, já que tanto os Verdes como o Partido Liberal rejeitaram a pretensão da empresa chinesa, que era inicialmente de adquirir 35%.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, disse que a China e a Alemanha mantêm uma "cooperação mutuamente benéfica" e apelou às partes envolvidas para que "considerem racionalmente a colaboração pragmática" entre os dois países.

Relatos dos planos da Cosco para o porto comercial tinham suscitado fortes críticas na Alemanha, incluindo entre os parceiros do chanceler social-democrata, Olaf Scholz.

O próprio Presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, alertou hoje contra "a forte dependência" em relação à China, referindo-se aos receios do controlo comercial do porto de Hamburgo por capitais chineses, admitindo os erros da Alemanha face à Rússia.  

"A lição que deveríamos aprender é a de que temos de reduzir, o mais possível, as dependências unilaterais", disse Steinmeier à televisão pública ARD, após uma deslocação a Kiev.

Recentemente, Scholz anunciou que iria visitar a China nos primeiros dias de novembro, num ano que assinala o 50.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Pequim e a República Federal da Alemanha.

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