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China substitui MNE. Qin Gang não é visto em público há um mês
O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, foi substituído pelo seu antecessor, Wang Yi. A decisão foi anunciada esta terça-feira pela Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional, quando passa um mês desde que Qin foi visto em público pela última vez.
“O órgão máximo legislativo da China votou para apontar Wang Yi como ministro dos Negócios Estrangeiros. Qin Gang foi afastado do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros”, adiantou esta terça-feira a Xinhua, a agência estatal chinesa, sem apresentar explicações para esta substituição.
Qin Wang foi visto em público pela última vez a 25 de junho, em Pequim, num encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka. O MNE agora destituído não esteve presente na cimeira da ASEAN que decorreu em Jacarta, na Indonésia.
Wang Yi, com 69 anos, regressa a um cargo que já ocupou entre 2018 e 2022.
Na altura, o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, indicou que essa ausência se ficou a dever a “motivos de saúde”.
Também não compareceu nas visitas da secretária norte-americana do Tesouro, Janet Yellen, a Pequim e do enviado especial dos EUA para o Clima, John Kerry, à China.
Na China, o desaparecimento de altos funcionários e personalidades influentes por várias semanas é comum. Aconteceu com o próprio Xi Jinping em 2012, antes de se tornar líder do partido. Menos comum são as reuniões da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional realizadas fora da agenda e marcadas de forma súbita, destaca o NPC Observer, que acompanha a atividade deste órgão.
A mudança no Ministério dos Negócios Estrangeiros e o desaparecimento de Qin estão a motivar várias discussões e especulação nos media e nas redes sociais. Nas últimas semanas, surgiram vários rumores, desde uma luta de poder com Wang Yi a um alegado caso extraconjugal com uma apresentadora de televisão.
Qin Wang foi visto em público pela última vez a 25 de junho, em Pequim, num encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka. O MNE agora destituído não esteve presente na cimeira da ASEAN que decorreu em Jacarta, na Indonésia.
Wang Yi, com 69 anos, regressa a um cargo que já ocupou entre 2018 e 2022.
Na altura, o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, indicou que essa ausência se ficou a dever a “motivos de saúde”.
Também não compareceu nas visitas da secretária norte-americana do Tesouro, Janet Yellen, a Pequim e do enviado especial dos EUA para o Clima, John Kerry, à China.
Antigo embaixador da China nos Estados Unidos, Qin Gang era considerado uma figura próxima do líder chinês, Xi Jinping.
O político de 57 anos tinha sido promovido a ministro dos Negócios Estrangeiros há menos de um ano, em dezembro de 2022. Até indicação em contrário, continuará a ser conselheiro e membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês.
Na China, o desaparecimento de altos funcionários e personalidades influentes por várias semanas é comum. Aconteceu com o próprio Xi Jinping em 2012, antes de se tornar líder do partido. Menos comum são as reuniões da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional realizadas fora da agenda e marcadas de forma súbita, destaca o NPC Observer, que acompanha a atividade deste órgão.
“As sessões não agendadas regularmente [da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional] são incomuns, mas não são raras. Houve nove (em 75) desde 2013. Mas esta pode ser a primeira (com base nas informações disponíveis publicamente) verdadeira sessão de ‘emergência’ agendada apenas um dia antes em pelo menos uma década”, adianta o NPC Observer através do Twitter.
The NPCSC's non-regularly scheduled (or ad hoc / special) sessions are uncommon but not rare—there's been 9 (out of 75) since 2013. But this one might be the first (based on publicly available info) true *emergency* session—scheduled just a day earlier—in at least a decade. https://t.co/5DvCkfmGsP
— 𝙉𝙋𝘾 𝙊𝙗𝙨𝙚𝙧𝙫𝙚𝙧 (@NPC_Observer) July 24, 2023