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Christchurch. Atirador pretendia "provocar o maior número de mortos possível"
Um tribunal da Nova Zelândia ouviu, pela primeira vez, o relatório oficial de como o terrorista que assassinou 51 pessoas em duas mesquitas na cidade de Christchurch planeou e executou os ataques. Brenton Tarrant tinha planos para queimar uma terceira mesquita e "provocar o maior número de mortos possível".
Ao contrário das outras audiências – em que Tarrant entrava por videoconferência a partir da prisão de alta segurança em Auckland, esta segunda-feira esteve presente no tribunal.
Segundo o promotor Branaby Hawes, o atirador começou a planear os ataques alguns anos antes e o seu objetivo “era provocar o maior número de mortes possível” e que “as suas opiniões políticas e anti-islâmicas eram as suas motivações”.
Além da mesquita de Al Noor e do Centro Islâmico de Linwood, o atirador também planeava atacar a mesquita de Ashburton.
O ataque foi transmitido em direto no Facebook, através de uma câmara colocada na cabeça de Brenton Tarrant.O promotor Branaby Hawes acrescentou ainda que “durante as audiências, Tarrant explicou que os ataques foram motivados pelas suas convenções ideológicas e que queria semear o medo entre aqueles que considera ‘invasores’, em particular a população muçulmana”.
Nem a descrição dos seus atos, a forma como assassinou uma criança de três anos, o atropelamento de uma mulher cuja lesão na coluna a obriga a necessitar de uma cadeira de rodas o resto da vida e outra pessoa sobre a qual disparou e depois atropelou quando fugia de uma das mesquitas.
Foi a primeira vez em que foi confrontado pelos sobreviventes e familiares das vítimas desde os ataques a 15 de março de 2019.
Um dos sobreviventes que falou foi o imã da mesquita de Al Noor, que liderava as orações quando o atirador invadiu o local.
“Você foi desencaminhado e enganado. Somos uma comunidade pacífica que não merece as suas ações. Seu ódio é desnecessário”, afirmou Gamal Fouda olhando diretamente para Tarrant. Após a longa discrição dos acontecimentos, os sobreviventes dos ataques puderam falar, estando a poucos metros de Tarrant e, por vezes, dirigindo-se diretamente a ele.
No exterior do tribunal de Christchurch há um nível de segurança sem precedentes, com polícias armados, atiradores no telhado e barricadas para impedir a passagem de viaturas.
O australiano, de 29 anos, declarou-se culpado de 51 acusações de homicídio, 40 tentativas de homicídio e uma acusação e terrorismo.
Tarrant pode ser condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional – uma sentença que nunca foi imposta na Nova Zelândia. O tribunal de Christchurch deve anunciar a sentença na quinta-feira.
Segundo o promotor Branaby Hawes, o atirador começou a planear os ataques alguns anos antes e o seu objetivo “era provocar o maior número de mortes possível” e que “as suas opiniões políticas e anti-islâmicas eram as suas motivações”.
Tarrant reuniu informações sobre as mesquitas da Nova Zelândia – estudou as plantas, localizações e vários outros detalhes – com o objetivo de localizá-las no momento em que estariam com mais fiéis. Além disso, comprou várias armas de fogo, milhares de cartuchos de munições e coletes do estilo militar.
Nos meses antes do ataque, Tarrant viajou para Christchurch e usou um drone sobre o alvo principal, a mesquita de Al Noor.
No dia dos ataques, o atirador transportava no seu carro várias latas de gasolina, que segundo o promotor serviria para criar artefactos incendiários. Além da mesquita de Al Noor e do Centro Islâmico de Linwood, o atirador também planeava atacar a mesquita de Ashburton.
O atirador planeava incendiar as mesquitas e estava a caminho de Ashburton quando foi detido pela polícia.
Brenton Tarrant foi conduzido até ao banco dos réus por quatro guardas prisionais com as mãos algemadas à cintura. Vestindo um casaco cinza da prisão e umas calças de fato de treino, o atirador tinha uma expressão vazia enquanto se sentava atrás de uma barreira de vidro, olhando ocasionalmente ao redor da sala.
O juiz Cameron Mander impôs restrições aos órgãos de comunicação local presentes na sala de audiências, para evitar que Torrant usasse o seu julgamento como plataforma para divulgar as mensagens de ódio.
No início da audiência, Tarrant torceu os dedos com tanta força que ficaram brancos, adianta o jornal The Guardian. Nada o comoveu visivelmente.
Foi a primeira vez em que foi confrontado pelos sobreviventes e familiares das vítimas desde os ataques a 15 de março de 2019.
Um dos sobreviventes que falou foi o imã da mesquita de Al Noor, que liderava as orações quando o atirador invadiu o local.
“Você foi desencaminhado e enganado. Somos uma comunidade pacífica que não merece as suas ações. Seu ódio é desnecessário”, afirmou Gamal Fouda olhando diretamente para Tarrant. Após a longa discrição dos acontecimentos, os sobreviventes dos ataques puderam falar, estando a poucos metros de Tarrant e, por vezes, dirigindo-se diretamente a ele.
No exterior do tribunal de Christchurch há um nível de segurança sem precedentes, com polícias armados, atiradores no telhado e barricadas para impedir a passagem de viaturas.
O australiano, de 29 anos, declarou-se culpado de 51 acusações de homicídio, 40 tentativas de homicídio e uma acusação e terrorismo.
Tarrant pode ser condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional – uma sentença que nunca foi imposta na Nova Zelândia. O tribunal de Christchurch deve anunciar a sentença na quinta-feira.