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Chuva de meteoros por encomenda no Japão
A startup japonesa ALE está a desenvolver uma tecnologia que permite “pintar o céu noturno” ao simular uma queda de estrelas cadentes. A partir de 2018, as chuvas de meteoros artificiais estarão disponíveis por encomenda.
A equipa de 20 astrónomos e engenheiros espaciais criou um satélite com cerca de 50 centímetros que será lançado na atmosfera de modo a atingir uma altitude de 500 quilómetros. O dispositivo demorará alguns meses até alcançar a sua posição na termosfera e será capaz de orbitar a Terra durante quatro anos.
Este satélite terá, no seu interior, centenas de pequenas bolas com dois centímetros de diâmetro que serão, em determinados momentos, soltadas pelo dispositivo espacial. De cada uma dessas bolas sairá uma estrela cadente artificial.
Esta chuva de meteoros não será comparável a uma real. Um dos diretores da ALE, Rie Yamamoto, contou à estação norte-americana CNN que estas estrelas irão viajar muito mais lentamente do que as verdadeiras. As réplicas percorrerão oito quilómetros por segundo, em comparação com os 72 quilómetros por segundo das estrelas cadentes naturais. Apenas deste modo os espectadores poderão apreciar calmamente o espetáculo.
As estrelas cadentes poderão, ainda, apresentar diferentes cores de modo a colorir o céu. Por agora apenas estão disponíveis em cor de laranja, azul e verde, mas mais alternativas estão planeadas para o futuro.
“Exibição espacial”
Lena Okajima, diretora executiva da ALE, frisou o interesse da empresa em “impressionar os espectadores” através de espetáculos que poderão acompanhar eventos que estejam a ocorrer em terra, tais como festivais de música, festas privadas ou pedidos de casamento. Será uma “exibição espacial”.
Já Shinsuke Abe, diretor de investigação da startup, revelou uma preocupação para com os habitantes do Japão. “Queremos que as pessoas olhem para cima, não para o chão”, contou à CNN. “As pessoas no Japão estão muito ocupadas e precisam de mais cultura e ciências nas suas vidas”.
As novas estrelas cadentes poderão ser observadas até nos céus metropolitanos mais poluídos e serão visíveis dentro de uma extensão de 200 quilómetros de diâmetro. Ou seja, toda a cidade de Tóquio poderá apreciar um destes espetáculos numa noite de céu limpo.
Os meteoros brilharão 70 vezes mais do que os naturais e, após alguns segundos de intenso brilho, cada estrela irá queimar completamente, desintegrando-se a uma altitude muito distante do chão de modo a evitar qualquer risco.
Meteoros nos Jogos Olímpicos?
É já em 2018 que o satélite será lançado na atmosfera, esperando-se que o primeiro espetáculo ocorra no mesmo ano. Mas não será barato: o lançamento de cada pequeno satélite terá um custo de, aproximadamente, sete milhões de euros.
Os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, poderão ser o palco de uma destas exibições. A ALE afirmou já que os eventos desportivos de grande escala proporcionarão boas ocasiões para as chuvas de meteoros artificiais.
Mas não é apenas na diversão e no espetáculo que se foca esta startup. A empresa realçou também o cariz científico da invenção, sendo que a equipa já desenvolveu e publicou vários estudos académicos baseados no recente projeto.
A análise realizada à luz durante a criação do satélite da ALE poderá vir a revelar novos dados sobre a temperatura, densidade e movimentos da atmosfera, podendo ainda decifrar informações sobre mudanças climáticas e a composição dos meteoros reais.
Este satélite terá, no seu interior, centenas de pequenas bolas com dois centímetros de diâmetro que serão, em determinados momentos, soltadas pelo dispositivo espacial. De cada uma dessas bolas sairá uma estrela cadente artificial.
Esta chuva de meteoros não será comparável a uma real. Um dos diretores da ALE, Rie Yamamoto, contou à estação norte-americana CNN que estas estrelas irão viajar muito mais lentamente do que as verdadeiras. As réplicas percorrerão oito quilómetros por segundo, em comparação com os 72 quilómetros por segundo das estrelas cadentes naturais. Apenas deste modo os espectadores poderão apreciar calmamente o espetáculo.
As estrelas cadentes poderão, ainda, apresentar diferentes cores de modo a colorir o céu. Por agora apenas estão disponíveis em cor de laranja, azul e verde, mas mais alternativas estão planeadas para o futuro.
“Exibição espacial”
Lena Okajima, diretora executiva da ALE, frisou o interesse da empresa em “impressionar os espectadores” através de espetáculos que poderão acompanhar eventos que estejam a ocorrer em terra, tais como festivais de música, festas privadas ou pedidos de casamento. Será uma “exibição espacial”.
Já Shinsuke Abe, diretor de investigação da startup, revelou uma preocupação para com os habitantes do Japão. “Queremos que as pessoas olhem para cima, não para o chão”, contou à CNN. “As pessoas no Japão estão muito ocupadas e precisam de mais cultura e ciências nas suas vidas”.
As novas estrelas cadentes poderão ser observadas até nos céus metropolitanos mais poluídos e serão visíveis dentro de uma extensão de 200 quilómetros de diâmetro. Ou seja, toda a cidade de Tóquio poderá apreciar um destes espetáculos numa noite de céu limpo.
Os meteoros brilharão 70 vezes mais do que os naturais e, após alguns segundos de intenso brilho, cada estrela irá queimar completamente, desintegrando-se a uma altitude muito distante do chão de modo a evitar qualquer risco.
Meteoros nos Jogos Olímpicos?
É já em 2018 que o satélite será lançado na atmosfera, esperando-se que o primeiro espetáculo ocorra no mesmo ano. Mas não será barato: o lançamento de cada pequeno satélite terá um custo de, aproximadamente, sete milhões de euros.
Os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, poderão ser o palco de uma destas exibições. A ALE afirmou já que os eventos desportivos de grande escala proporcionarão boas ocasiões para as chuvas de meteoros artificiais.
Mas não é apenas na diversão e no espetáculo que se foca esta startup. A empresa realçou também o cariz científico da invenção, sendo que a equipa já desenvolveu e publicou vários estudos académicos baseados no recente projeto.
A análise realizada à luz durante a criação do satélite da ALE poderá vir a revelar novos dados sobre a temperatura, densidade e movimentos da atmosfera, podendo ainda decifrar informações sobre mudanças climáticas e a composição dos meteoros reais.