Mundo
Ciclone Freddy causa centenas de vítimas mortais no Malawi e Moçambique
No último fim de semana, o Malawi e Moçambique foram fustigados pelo ciclone Freddy. A força da tempestade levou a cheias e deslizamentos de terras. A trabalhar em contrarrelógio, os socorristas no local dizem que já foram registadas mais de duas centenas de vítimas mortais, podendo os números subir nos próximos dias.
A tempestade afetou em força o sudeste africano no fim de semana, depois de já ter tido uma primeira passagem pela Austrália. O Governo do Malawi anunciou que morreram pelo menos 190 pessoas e mais de 500 ficaram feridas. Em Moçambique, o balanço é de 20 mortes e 24 feridos.
Um dos responsáveis pelos Médicos Sem Fronteiras no Malawi explicou que a situação é difícil. “Há muitas mortes e muitos feridos, outros estão desaparecidos ou mortos e os números vão continuar a aumentar nos próximos dias”, disse Guilherme Botelho.
As chuvas fortes levaram a deslizamentos de terras que engoliram casas, na zona de Blantire, capital económica do Malawi. Perto de 60 mil pessoas foram afetadas e mais de 19 mil ficaram desalojadas, estando agora a pernoitar em igrejas e escolas.
Os efeitos do ciclone Freddy ainda se fizeram sentir na última terça-feira no Malawi, mas espera-se que quarta-feira traga tréguas, de acordo com o serviço meteorológico do país. À medida que os efeitos do ciclone se desagravam, muitos sobreviventes procuram por casa por entre destroços.
"Uma nação arrasada"
O presidente do Malawi regressou ao país, após estar numa conferência das Nações Unidas no Qatar, e elogiou os esforços dos voluntários que trabalham nas zonas afetadas. “Chegámos a uma nação arrasada”, disse Lazarus Chakwera em comunicado.
A Organização Mundial de Meteorologia explicou que o ciclone quebrou o recorde de tempo, tendo ultrapassado os 31 dias da tempestade John, registada em 1994.
O ciclone foi denominado de Freddy a 6 de fevereiro, tendo chegado a Madagáscar a dia 21 do mesmo mês, chegando a Moçambique três dias depois.
Pouco depois, a tempestade tropical voltou para o Oceano Índico, ganhando mais força nas águas quentes antes de regressar ao continente africano, atingindo novamente Moçambique e também o Malawi. A explicação foi dada pelo serviço meteorológico francês Meteo-France.
Os meteorologistas dizem-se espantados com a dimensão do ciclone e explicam que é pouco frequente estes fenómenos atravessarem o Índico. A última vez que aconteceu foi no ano 2000.
“É muito raro que estes ciclones se alimentem outra e outra vez”, explicou a especialista Colleen Vogel, da Universidade sul-africana de Witwatersrand.
A tempestade afetou o Malawi numa altura em que o país vive novo surto de cólera, o mais mortal da sua história.
Um dos responsáveis pelos Médicos Sem Fronteiras no Malawi explicou que a situação é difícil. “Há muitas mortes e muitos feridos, outros estão desaparecidos ou mortos e os números vão continuar a aumentar nos próximos dias”, disse Guilherme Botelho.
As chuvas fortes levaram a deslizamentos de terras que engoliram casas, na zona de Blantire, capital económica do Malawi. Perto de 60 mil pessoas foram afetadas e mais de 19 mil ficaram desalojadas, estando agora a pernoitar em igrejas e escolas.
Os efeitos do ciclone Freddy ainda se fizeram sentir na última terça-feira no Malawi, mas espera-se que quarta-feira traga tréguas, de acordo com o serviço meteorológico do país. À medida que os efeitos do ciclone se desagravam, muitos sobreviventes procuram por casa por entre destroços.
"Uma nação arrasada"
O presidente do Malawi regressou ao país, após estar numa conferência das Nações Unidas no Qatar, e elogiou os esforços dos voluntários que trabalham nas zonas afetadas. “Chegámos a uma nação arrasada”, disse Lazarus Chakwera em comunicado.
A Organização Mundial de Meteorologia explicou que o ciclone quebrou o recorde de tempo, tendo ultrapassado os 31 dias da tempestade John, registada em 1994.
O ciclone foi denominado de Freddy a 6 de fevereiro, tendo chegado a Madagáscar a dia 21 do mesmo mês, chegando a Moçambique três dias depois.
Pouco depois, a tempestade tropical voltou para o Oceano Índico, ganhando mais força nas águas quentes antes de regressar ao continente africano, atingindo novamente Moçambique e também o Malawi. A explicação foi dada pelo serviço meteorológico francês Meteo-France.
Os meteorologistas dizem-se espantados com a dimensão do ciclone e explicam que é pouco frequente estes fenómenos atravessarem o Índico. A última vez que aconteceu foi no ano 2000.
“É muito raro que estes ciclones se alimentem outra e outra vez”, explicou a especialista Colleen Vogel, da Universidade sul-africana de Witwatersrand.
A tempestade afetou o Malawi numa altura em que o país vive novo surto de cólera, o mais mortal da sua história.