Cidades do sudoeste asiático contribuem para poluição dos Himalaias - estudo
Paris, 21 Out (Lusa) - O vento das planícies situadas aos pés dos Himalaias arrasta partículas poluentes de grandes cidades do sudoeste asiático para milhares de quilómetros, depositando-as nas vulneráveis cúpulas da cordilheira mais alta da Terra, segundo cientistas franceses e italianos.
Esta é a conclusão à qual chegaram investigadores do Laboratório de Meteorologia Física francês e do Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima italiano, que acreditam que este fenómeno pode ameaçar a evolução do ambiente de uma zona "extremamente vulnerável".
Apesar de o dióxido de carbono (CO2) ser considerado o principal inimigo da luta contra as alterações climáticas, os estudos demonstram cada vez mais que as partículas atmosféricas também são importantes agentes no processo de aquecimento global, explicam os especialistas num comunicado hoje divulgado.
Algumas dessas partículas, principalmente as que provêm da combustão, como a fuligem, produzem um aquecimento importante a nível local, tal como os gases com efeito de estufa.
Estas partículas chegam a altitudes superiores a 5.000 metros, às ladeiras do Everest, a montanha mais alta do Mundo (e que faz parte da cordilheira dos Himalaias), onde se misturam com o ar limpo que desce das camadas da troposfera, formando massas de ar poluído que voltam aos vales durante o dia e que frequentemente provocam a formação de novas partículas de dimensões mínimas.
Apesar de os cientistas reconhecerem ser difícil avaliar o impacto ambiental deste fenómeno, asseguram que as partículas de fuligem transportadas para os Himalaias vai aumentar o ritmo de degelo dos glaciares e, portanto, o aquecimento da atmosfera e a precipitação de neve sobre a superfície.
SK.
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