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Cimeira de Helsínquia a 24 com oposição polaca a novo acordo UE-Rússia
A cimeira de Helsínquia de dia 24 entre a União Europeia e a Rússia vai realizar-se, tal como estava previsto, apesar de a Polónia continuar a bloquear a negociação de um novo acordo.
A reunião de quarta-feira entre os embaixadores permanentes dos países membros junto da UE redundou num fracasso, com a Polónia "a não se mover um milímetro" da sua posição de bloqueio, afirmou um porta-voz da presidência finlandesa da UE citado pela agência noticiosa Efe.
Desta maneira, tudo indica que a cimeira de Helsínquia entre a UE e a Rússia se realizará mas sem mandato para estabelecer um novo acordo de cooperação que substitua o actual, vigente há uma década.
"A cimeira de Helsínquia terá lugar com ou sem mandato", declarou o mesmo porta-voz da presidência finlandesa.
O bloqueio de Varsóvia deve-se ao facto de Moscovo ter proibido a importação de plantas e carne procedentes da Polónia, ao mesmo tempo que exige que a Rússia ratifique primeiro a Carta Europeia da Energia, liberalizando o mercado energético russo.
Para o primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, o diferendo poderá ser resolvido de forma rápida se houver "boa vontade" dos dois lados.
"Espero que com uma certa boa vontade das duas partes esta questão seja resolvida", disse Kaczynski em Kiev, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo ucraniano, Viktor Ianukovitch.
O chefe do Governo da Polónia frisou que "ainda há tempo" antes da cimeira para conseguir um acordo sobre o assunto.
Considerando que "não existe nenhuma razão" para que a Rússia bloqueie as exportações polacas, Kaczynski sublinhou que o seu país não pretende nada de "extraordinário", apenas "ser tratado como todos os outros membros da UE".
No entanto, o Governo russo acusa a Polónia de se ter tornado numa placa giratória para o contrabando que entra na Rússia.
"A Polónia que tornou-se uma placa giratória de reexportação de produtos ilegais, de contrabando e de contrafacção", declarou o ministro da Agricultura russo, Alexei Gordeev.
"Que os polacos comecem por colocar um mínimo de ordem no seu mercado, porque nós questionamo-nos muito sobre o nível de 'espírito empreendedor' dos meios de negócios polacos", acrescentou o ministro citado pela agência noticiosa Ria-Novosti.
Desta maneira, tudo indica que a cimeira de Helsínquia entre a UE e a Rússia se realizará mas sem mandato para estabelecer um novo acordo de cooperação que substitua o actual, vigente há uma década.
"A cimeira de Helsínquia terá lugar com ou sem mandato", declarou o mesmo porta-voz da presidência finlandesa.
O bloqueio de Varsóvia deve-se ao facto de Moscovo ter proibido a importação de plantas e carne procedentes da Polónia, ao mesmo tempo que exige que a Rússia ratifique primeiro a Carta Europeia da Energia, liberalizando o mercado energético russo.
Para o primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, o diferendo poderá ser resolvido de forma rápida se houver "boa vontade" dos dois lados.
"Espero que com uma certa boa vontade das duas partes esta questão seja resolvida", disse Kaczynski em Kiev, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo ucraniano, Viktor Ianukovitch.
O chefe do Governo da Polónia frisou que "ainda há tempo" antes da cimeira para conseguir um acordo sobre o assunto.
Considerando que "não existe nenhuma razão" para que a Rússia bloqueie as exportações polacas, Kaczynski sublinhou que o seu país não pretende nada de "extraordinário", apenas "ser tratado como todos os outros membros da UE".
No entanto, o Governo russo acusa a Polónia de se ter tornado numa placa giratória para o contrabando que entra na Rússia.
"A Polónia que tornou-se uma placa giratória de reexportação de produtos ilegais, de contrabando e de contrafacção", declarou o ministro da Agricultura russo, Alexei Gordeev.
"Que os polacos comecem por colocar um mínimo de ordem no seu mercado, porque nós questionamo-nos muito sobre o nível de 'espírito empreendedor' dos meios de negócios polacos", acrescentou o ministro citado pela agência noticiosa Ria-Novosti.