EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Civis líbios fogem de bombardeamentos da NATO

Civis líbios fogem de bombardeamentos da NATO

Dezenas de automóveis, com os haveres dos habitantes de Sirte apressadamente acondicionados para a viagem, continuavam hoje a abandonar a cidade de Sirte, um dos últimos baluartes das forças kadhafistas, há vários dias submetida a bombardeamentos da NATO. De um outro baluarte kadhafista, Bani Walid, chegam notícias de que um dos filhos do ditador estaria a comandar a resistência. Entretanto, o pós-guerra já começou para uma companhia britânica, que vai tomando posições na indústria petrolífera líbia.

RTP /
Coluna de fumo resultante de um bombardeamento contra a cidade de Sirte, hoje Mohamed Messara, Epa

A fuga massiva de civis de Sirte é descrita por um enviado especial da Agência France Press (AFP), que recolhe os seus testemunhos sobre os motivos da partida: bombardeados pela NATO, temem pelas suas vidas.

Nos vários check points controlados pelas milícias do Conselho Nacional de Transição (CNT), esses testemunhos são confirmados por milicianos anti-kadhafistas citados pela AFP: a população da cidade não foge da ofensiva terrestre, e sim da ofensiva aérea da NATO.

De uma outra cidade leal ao coronel Muammar Kadhafi, Bani Walid, diz-se agora que ela está a ser defendida sob as ordens de Seif al-Islam, o filho mais conhecido do ditador.

Um comandante das forças do CNT citado pela AFP, Adel Beniour, afirmava hoje que "capturámos um genral das brigadas pró-Kadhafi e ele disse-nos que Seif al-islam se encontra em Bani Walid e dirige as operações militares".

O mesmo comandante Beniour afirmou que "nos próximos dois dias" seria desencadeada a ofensiva final sobre Bani Walid. também aí, segundo afirmou "a maioria dos habitantes abandonaram a cidade e isso vai facilitar a nossa ofensiva".

Por várias vezes o CNT tem anunciado a tomada iminente de Sirte e Bani walid, bem como a captura iminente de Kadhafi. Até agora, não sucedeu uma coisa nem outra. As informações sobre a presença de Seif al-Islam em Bani Walid ainda precisarão, portanto, de ser confirmadas.

Entretanto, a firma britânica Heritage Oil não esperou pelo fim oficial da guerra e lançou-se já à conquista de posições estratégicas nas indústrias do petróleo e do gás líbios. Segundo foi hoje anunciado, a Heritage Oil adquiriu por 19,5 milhões de dólares uma quota de 51% na empresa líbia Sahara Oil Service, de Benghazi. Desse modo tornou-se também proprietária das licenças para explorar petróleo e gás, incluindo para fazer perfurações em terra e no mar.

A Heritage revelou que tinha estabelecido uma sucursal em Benghazi e que vinha preparando a aquisição desde há cinco meses, sempre em contacto com o CNT, como o objectivo de "ajudá-lo" e às companhias líbias "a reabilitarem alguns dos seus poços e a retomarem a produção".
Tópicos
PUB