Clima. Greve Global move milhões de pessoas em mais de 130 países

por RTP

Uma greve global pelo clima está a decorrer, esta sexta-feira, em mais de 130 países. O objetivo é exigir aos membros do poder que tomem medidas e ações concretas contra as mudanças climáticas. “Estamos a lutar por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Estamos a lutar porque é essa a nossa obrigação”, explica Katie Eder, a ativista de 19 anos responsável por três organizações dedicadas ao meio-ambiente e ao impacto social.

Começou esta sexta-feira uma greve global pelo clima e pelo meio ambiente. São mais de quatro mil as cidades a participar nesta que se espera vir a ser a maior manifestação climática da história do planeta Terra.

Entre os vários cartazes dos milhares de participantes, frases como “a temperatura está aumentar”, “este é o nosso futuro”, “salvem a Terra, amem a vida” estão a liderar o protesto.

Esta é apenas a terceira greve de uma série mundial de comícios climáticos ainda por decorrer. A maioria é organizada por estudantes e liderada por Greta Thunberg, a ativista sueca de 16 anos, que recentemente cruzou o Atlântico de barco.

Neste mês, além dos jovens, as manifestações vão contar também com a presença de várias associações humanitárias, sociedades dedicadas às causas ambientais e, ainda, vários funcionários de algumas das maiores marcas comerciais do mundo, como a Amazon e a Microsoft.

De acordo com Greta, que atualmente se encontra em Nova Iorque para a Cimeira Climática das Nações Unidas, que terá início na próxima segunda-feira, foram organizados cerca de 4.638 eventos em 139 países.

O objetivo das greves é pressionar os políticos e outros membros do poder levando-os a agir, de forma a resolver a atual crise climática e a prevenir o aparecimento de outras no futuro.

Para a adolescente Katie Eder, diretora executiva da Future Coalition – uma organização americana sem fins-lucrativos focada em promover mudanças sociais -, a manifestação desta sexta-feira serve, sobretudo, para conseguir um novo acordo ambiental (“Green New Deal”).

Desde a cessação imediata de projetos fósseis em terras indígenas, à implementação de uma agricultura sustentável, vários são os aspetos que os jovens querem ver ser atendidos.

“Estamos a lutar por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Estamos a lutar porque é essa a nossa obrigação”, defende esta jovem de 19 anos.

Na cidade de Nova Iorque mais de um milhão de alunos das escolas públicas está autorizado a faltar às aulas, nesta sexta-feira, para poderem participar na manifestação se os pais assim o permitirem.