Mundo
Colonatos fazem azedar relações entre Israel e a Roménia
Israel e a Roménia envolveram-se num incidente diplomático, depois de Bucareste se ter recusado a permitir a participação de trabalhadores romenos nas obras dos colonatos que estão a ser erguidos na Cisjordânia. O arrufo, relatado em primeira mão pela rádio militar israelita, vem na sequência de tensões entre Israel e a União Europeia por causa das novas linhas de orientação que proíbem financiamentos europeus a projetos israelitas nos territórios palestinianos ocupados.
De acordo com a rádio militar israelita, citada pela cadeia de TV Al-Jazira, as conversações entre Israel e a Roménia, para a importação de trabalhadores, tinham fracassado em 2012, mas foram retomadas, por iniciativa de Israel, depois de um novo Governo ter assumido o poder em Bucareste em maio desse mesmo ano.
O atual diferendo rebentou depois de a Roménia ter exigido garantias a Israel de que os trabalhadores que enviar para aquele país não serão utilizados na construção de colonatos nos territórios palestinianos ocupados, considerados ilegais à luz da lei internacional.
A Al-Jazira tentou, sem sucesso, obter um comentário da embaixada romena em Tel Aviv.
Grã-Bretanha: Investir em colonatos pode ser "mau para o negócio"
Entretanto, o organismo que coordena as relações do comércio externo do Reino Unido emitiu uma recomendação às empresas britânicas, avisando-as de que quaisquer laços com comunidades judaicas estabelecidas na Cisjordânia podem ser “maus para o negócio” .
O relatório do Departamento para o Comércio e Investimento do Reino Unido afirma que investir nos colonatos envolve riscos económicos e legais , “derivados do facto de os colonatos israelitas, à luz da lei internacional serem construídos sobre terra ocupada e não serem reconhecidos como uma parte legítima do território de Israel”.
A nota também alerta as empresas para “as potenciais implicações em termos de reputação”, de se envolverem em atividades ligadas aos colonatos.
O conselho foi publicado no Reino Unido na semana passada mas só agora foi alvo de atenção generalizada, depois de ter sido noticiado ontem pelo jornal israelita Haaretz
UE proíbe financiamento a projetos nos territórios ocupados
As novas regras da União Europeia, que entram em vigor em janeiro do próximo ano, proíbem qualquer tipo de financiamento ou relação financeira com projetos israelitas que tenham lugar na Cisjordânia e em Jerusalém oriental.
As linhas de orientação, adotadas a 30 de junho pela Comissão Europeia, na sequência de uma decisão política dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, estabelecem as limitações territoriais que passarão a definir as relações entre os 28 e o Estado Judaico.
Estas linhas exigem que “todos os acordos entre o Estado de Israel e a UE devem indicar, de forma inequívoca e explícita a sua não aplicabilidade aos territórios ocupados por Israel em 1967”.
As novas regras não afetam os restantes aspetos das relações entre a Europa e o Estado judaico, mas visam estabelecer uma distinção entre Israel e os territórios ocupados, no que respeita ao apoio financeiro europeu.
Estas linhas de orientação estão em conformidade com a posição mantida, desde há muito, pela União Europeia de que os colonatos israelitas são ilegais à luz da lei internacional, e também com o não reconhecimento, por parte dos 28, da soberania israelita sobre os territórios ocupados, independentemente do estatuto que estes possam ter á luz da lei israelita.
O atual diferendo rebentou depois de a Roménia ter exigido garantias a Israel de que os trabalhadores que enviar para aquele país não serão utilizados na construção de colonatos nos territórios palestinianos ocupados, considerados ilegais à luz da lei internacional.
A Al-Jazira tentou, sem sucesso, obter um comentário da embaixada romena em Tel Aviv.
Grã-Bretanha: Investir em colonatos pode ser "mau para o negócio"
Entretanto, o organismo que coordena as relações do comércio externo do Reino Unido emitiu uma recomendação às empresas britânicas, avisando-as de que quaisquer laços com comunidades judaicas estabelecidas na Cisjordânia podem ser “maus para o negócio” .
O relatório do Departamento para o Comércio e Investimento do Reino Unido afirma que investir nos colonatos envolve riscos económicos e legais , “derivados do facto de os colonatos israelitas, à luz da lei internacional serem construídos sobre terra ocupada e não serem reconhecidos como uma parte legítima do território de Israel”.
A nota também alerta as empresas para “as potenciais implicações em termos de reputação”, de se envolverem em atividades ligadas aos colonatos.
O conselho foi publicado no Reino Unido na semana passada mas só agora foi alvo de atenção generalizada, depois de ter sido noticiado ontem pelo jornal israelita Haaretz
UE proíbe financiamento a projetos nos territórios ocupados
As novas regras da União Europeia, que entram em vigor em janeiro do próximo ano, proíbem qualquer tipo de financiamento ou relação financeira com projetos israelitas que tenham lugar na Cisjordânia e em Jerusalém oriental.
As linhas de orientação, adotadas a 30 de junho pela Comissão Europeia, na sequência de uma decisão política dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, estabelecem as limitações territoriais que passarão a definir as relações entre os 28 e o Estado Judaico.
Estas linhas exigem que “todos os acordos entre o Estado de Israel e a UE devem indicar, de forma inequívoca e explícita a sua não aplicabilidade aos territórios ocupados por Israel em 1967”.
As novas regras não afetam os restantes aspetos das relações entre a Europa e o Estado judaico, mas visam estabelecer uma distinção entre Israel e os territórios ocupados, no que respeita ao apoio financeiro europeu.
Estas linhas de orientação estão em conformidade com a posição mantida, desde há muito, pela União Europeia de que os colonatos israelitas são ilegais à luz da lei internacional, e também com o não reconhecimento, por parte dos 28, da soberania israelita sobre os territórios ocupados, independentemente do estatuto que estes possam ter á luz da lei israelita.