Começou o julgamento do austríaco Josef Fritzl

Começou o julgamento de Josef Fritzl, o austríaco que durante 24 anos manteve captiva uma filha na cave da casa onde vivia e com quem teve 7 filhos. Um caso descoberto no ano passado que chocou a Áustria e todo o mundo.

Alexandre Brito, RTP /
Presente em tribunal, Fritzl tapou a cara com esta pasta azul Robert Jaeger, EPA

Fortes medidas de segurança foram estabelecidas no perímetro do Tribunal de St. Poelten, a 65 quilómetros de Viena.

Josef Fritzl é acusado de homicídio, violação, incesto, coerção, prisão e escravização.

O austríaco de 73 anos apareceu no tribunal a tapar a cara com uma pasta azul.

Fritzl confessou que manteve a filha presa numa cave e testes de ADN revelaram que ele é pai/avô de sete crianças, resultado de uma relação incestuosa.

Uma dessas crianças morreu muito cedo, pelo que as autoridades austríacas acusam Fritzl de homicídio, uma vez que o bebé poderia ter sobrevivido caso tivesse tido oportunidade de receber assistência médica.

Se o homicídio for provado, Fritzl enfrenta a pena de prisão perpétua.

Veredicto esperado já esta sexta-feira

O advogado afirmou à Associated Press que Josef Fritzl vai confessar que é culpado da maior parte das acusações mas vai refutar o assassínio e escravização.

O advogado afirmou ainda que Fritzl, antes de o julgamento começar, disse-lhe que estava com medo.

A história macabra de Fritzl

A aparentemente pacata localidade de Amstetten, na Áustria, entrou no mapa mediático quando foi descoberto o caso de Josef Fritzl, um homem que durante 24 anos manteve a filha prisioneira numa cave da casa onde vivia.

Durante esse tempo, Fritzl abusou sexualmente da filha com quem teve 7 crianças, uma das quais morreu ainda em bebé por alegada falta de assistência médica.

Das seis crianças que sobreviveram, três cresceram na cave, com a mãe, sem nunca terem visto a luz do dia. As outras três foram retiradas do cativeiro e cresceram com Fritzl e a mulher, que aparentemente pensava que tinham sido abandonadas pela mãe.

Não é esperado que as vítimas sejam ouvidas em Tribunal, mas os juízes terão oportunidade de ver um testemunho gravada da filha.

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