Comerciante chinês raptado no seu estabelecimento em Maputo

Um comerciante de nacionalidade chinesa foi raptado na quarta-feira no seu estabelecimento, no bairro T3, arredores de Maputo, sul de Moçambique, por um grupo de quatro homens armados, disse hoje à Lusa fonte policial.

Lusa /

O rapto do comerciante, de 62 anos, ocorreu por volta das 16:00 (menos duas horas em Lisboa), na avenida 04 de Outubro, no T3, bairro suburbano de Maputo, disse o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na província de Maputo, Samussone Mahumane.

O porta voz explicou que os homens armados entraram na loja, de venda de alumínio e vidro, ameaçaram as pessoas que estavam no seu interior, pegaram no comerciante e levaram-no de carro.

Desde 2011, uma onda de raptos afeta Moçambique e as vítimas são, sobretudo, empresários e os seus familiares, principalmente pessoas de ascendência asiática, um grupo que domina o comércio nos centros urbanos das capitais provinciais no país.

Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receio, segundo números divulgados em julho pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que defende que é tempo de o Governo dizer "basta".

A maioria dos raptos cometidos em Moçambique é preparada fora do país, sobretudo na África do Sul, disse, em abril de 2024, no parlamento, a então procuradora-geral da República Beatriz Buchili.

A polícia moçambicana registou, até março de 2024, um total de 185 raptos e pelo menos 288 pessoas foram detidas por suspeitas de envolvimento neste tipo de crime desde 2011, indicam os últimos dados avançados pelo Ministério do Interior.

 

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