Condeixa-a-Nova tem ecoponto móvel para reciclagem de 15 fluxos de resíduos
O município de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, anunciou hoje que disponibiliza um ecoponto móvel, denominado Eco.RUPI, para recolha de resíduos urbanos perigosos de forma itinerante e que permitirá reciclar 15 fluxos de resíduos distintos.
Segundo a autarquia, o Eco.RUPI chegou hoje a Condeixa-a-Nova e permite reciclar resíduos diversos, como óleos alimentares usados, loiças, espelhos e vidros, pequenos eletrodomésticos e cabos elétricos, entre outros.
"O Eco.RUPi destina-se à deposição daqueles objetos que todos temos em casa e já não queremos e, muitas vezes, acabam no lixo indiferenciado em vez de ganharem uma `nova vida`", refere o município em comunicado enviado à agência Lusa.
De acordo com a nota, com o novo ecoponto móvel, "o primeiro na zona Centro", será possível "reciclar ainda mais e melhor quase à porta de casa, uma vez que ele se desloca por todo o concelho, indo a cada semana a uma freguesia diferente".
Com o equipamento, a autarquia de Condeixa-a-Nova pretende "uma gestão de resíduos inclusiva, que chegue a todas as freguesias e permita a todos a correta deposição de alguns fluxos específicos de resíduos perigosos, como pequenos eletrodomésticos, latas de tintas, cabos elétricos, pilhas e baterias e outros materiais que de outra forma seriam colocados no lixo comum e enviados para aterro".
O ecoponto móvel, adquirido no âmbito de uma candidatura ao POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, do Portugal 2020, corresponde a um investimento de 30.873 euros, cofinanciado em 85% pela União Europeia, através do Fundo de Coesão.
A autarquia refere na nota que, com o objetivo de "garantir a sustentabilidade do território e caminhar no sentido de uma gestão sustentável dos resíduos", pretende implementar, ainda este ano, um serviço de recolha seletiva de resíduos verdes de modo a "desviar estes resíduos dos resíduos indiferenciados e evitar o seu abandono na via pública".
O município prevê também iniciar este ano "um novo sistema de recolha de resíduos - sistema PAYT - dedicado ao setor não-doméstico, um sistema mais justo em que cada produtor paga apenas o lixo que realmente produz, e não de acordo com a água que consome como acontece atualmente".
As ações integram um conjunto de projetos que "contribuirão, de forma integrada, para a implementação da Economia Circular e de políticas de sustentabilidade a nível local", segundo a autarquia de Condeixa-a-Nova.