Condenado à morte nos EUA processa prisão para ter pastor religioso na execução

Um recluso norte-americano no corredor da morte processou os responsáveis da prisão para exigir que a presença de um pastor de uma congregação religiosa para que possa pousar as mãos no seu corpo quando estiver a morrer.

Lusa /
Reuters

A execução por injeção local está agendada para 08 de setembro. Os advogados de John Henry Ramirez, de 37 anos, disseram num processo federal instaurado na terça-feira em Corpus Christi que os responsáveis da prisão estadual tinham negado o pedido para que o seu pastor lhe tocasse com as mãos quando estivesse a morrer.

No processo, pede-se a um juiz federal que permita a Dana Moore, pastor da Segunda Igreja Baptista, uma congregação de Corpus Christi de cerca de 200 fiéis, estar presente aquando da execução e que possa colocar as mãos em Ramirez quando este esteja a morrer. No processo declara-se que Moore acompanhou espiritualmente Ramirez durante cinco anos.

Os responsáveis do Departamento de Justiça Criminal do Texas, que gere o sistema prisional daquele estado norte-americano, não fizeram qualquer comentário.

No processo cita-se uma ordem do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de 2019 que suspendeu uma execução, exigindo que o conselheiro espiritual budista do preso fosse autorizado a acompanhá-lo durante a execução, também no Texas.

Ramirez foi condenado pela morte à facada em 2004 de Pablo Castro, um trabalhador de 45 anos loja de conveniência em Corpus Christi. As autoridades dizem que Castro foi esfaqueado após um assalto que rendeu apenas pouco mais de um dólar.

A execução de Ramirez já foi suspensa em duas ocasiões: uma em 2017 para poder ser representado por um novo advogado e outra em setembro devido à pandemia de covid-19.

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