Condições de vida da comunidade cigana melhoram na UE

Condições de vida da comunidade cigana melhoram na UE

As condições de vida das comunidades ciganas na União Europeia melhoraram entre 2023 e 2025, nomeadamente no acesso à saúde e educação, segundo um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Em Portugal, o relatório sobre o Quadro Estratégico da UE para os Ciganos, que abrange o período entre junho de 2023 e março de 2025, destaca a promoção de "ações de formação para profissionais de saúde sobre desigualdades estruturais e barreiras que contribuem para uma menor esperança de vida entre a população cigana", entre as medidas aplicadas dos Estados-membros "para melhorar a saúde da população cigana e o seu acesso aos cuidados de saúde e aos serviços sociais".

Na média da UE, a privação material grave entre os ciganos, por exemplo, diminuiu de 62% em 2016 para 37% em 2024, enquanto a percentagem de jovens ciganos que trabalham, estudam ou seguem uma formação aumentou de 38% para 53%.

A privação habitacional diminuiu, passando de 61% para 47%. A percentagem de ciganos com emprego remunerado aumentou de 43% para 54%, prevendo-se que a maioria das metas relacionadas com o emprego seja alcançada até 2030 se os atuais progressos continuarem.

A participação na educação e acolhimento na primeira infância também aumentou de 42% para 53%, embora continue a ser significativamente inferior à da população em geral.

O estudo analisa a contribuição do quadro estratégico para a promoção da igualdade, da inclusão e da participação dos ciganos em toda a UE, destacando progressos em áreas como o emprego, a educação e acolhimento na primeira infância, bem como o reforço da coordenação nacional das políticas de igualdade e inclusão dos ciganos e o aumento do reconhecimento político do anticiganismo.

O executivo comunitário destaca que os Estados-membros devem reforçar a aplicação dos seus quadros estratégicos nacionais relativos aos ciganos através de uma maior capacidade institucional, de uma melhor coordenação e acompanhamento e de políticas intersetoriais integradas.

Por seu lado, Bruxelas continuará a apoiar os Estados-Membros nestes esforços, nomeadamente através do Fundo Social Europeu, que disponibiliza cerca de 1,8 mil milhões de euros para financiar intervenções específicas a favor das comunidades marginalizadas, como os ciganos, em 15 Estados-Membros, incluindo Portugal, para o período 2021-2027.

A Comissão continuará a acompanhar a aplicação exaustiva do Quadro Estratégico da UE para os Ciganos, estando o próximo relatório de execução previsto para 2028.

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