Confirmada prisão perpétua para três membros das Brigadas Vermelhas

O tribunal de apelação de Roma confirmou a condenação à prisão perpétua de três membros das Novas Brigadas Vermelhas pela sua participação no assassínio do conselheiro do governo Massimo d`Antona, em 20 de Maio de 1999, na capital italiana.

Agência LUSA /

Nadia Desdemona Lioce, Marco Mezzasalma e Roberto Morandi, membros das Brigadas Vermelhas por um Partido Comunista Combatente (BR- PCC), conhecidas pela designação "Novas Brigadas Vermelhas", tinham sido condenados em primeira instância a prisão perpétua pelo tribunal criminal de Roma, em 08 de Julho de 2005.

Tinham sido também condenados à mesma pena, em 01 de Junho de 2005, pelo assassínio de um outro conselheiro do governo italiano, Marco Biagi, em Março de 2002, em Bolonha.

O tribunal de apelação confirmou ainda as penas de prisão pronunciadas em primeira instância contra quatro antigos "brigadistas" - Federica Saraceni (quatro anos e oito meses de prisão), Paolo Broccatelli (nove anos), Simone Boccaccini (cinco anos e oito meses) e Bruno di Giovannangelo (cinco anos e seis meses).

O tribunal decidiu, além disso, a libertação de quatro outros membros do grupo, que tinham sido condenados em primeira instância a cinco anos e meio de prisão.

Os atentados contra Massino d`Antona e Marco Biagi fizeram ressurgir em Itália o espectro dos "anos de chumbo", marcados nomeadamente pelo rapto e assassínio do presidente do partido democrata-cristão e antigo primeiro-ministro Aldo Moro, em 1978, pelas Brigadas Vermelhas.

D`Antona, 51 anos, era um conselheiro do governo de esquerda de Romano Prodi, no poder na altura, em matéria de legislação do trabalho e participou na redacção de um nova lei sobre o direito à greve.

Fora anteriormente secretário de Estado dos Transportes no governo de Lamberto Dini (1995-1996).

Assassinado três anos depois, Marco Biagi trabalhava numa reforma do direito do trabalho sob o governo de direita de Silvio Berlusconi, que foi adoptada após a sua morte.

A investigação sobre estes dois assassínios cometidos com a mesma arma avançou decisivamente após a prisão fortuita de Nadia Desdemona Lioce durante um tiroteio num comboio entre Roma e Florença, em Março de 2003.

Um polícia e o companheiro de Nadia, considerado o assassino do grupo, morreram na troca de tiros.


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