Mundo
Congo e Uganda. Número de mortes em surto de Ébola ultrapassa o milhar
O balanço é da Organização Mundial da Saúde e assenta em números das autoridades sanitárias da República Democrática do Congo.
O surto de Ébola que perdura desde meados de maio provocou já 1.001 mortes na República Democrática do Congo e no Uganda, segundo o balanço conhecido esta quarta-feira. Nos últimos 50 anos, o vírus matou mais de 15 mil pessoas em África.
Na República Democrática do Congo, onde o surto foi declarado, em meados de maio, morreram já 999 pessoas, num total de 2.473 casos confirmados.
Em território ugandês, estão confirmadas duas mortes em 20 casos confirmados de infeção pela estirpe de Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento. As autoridades deste país declararam, na semana passada, não haver registo de novos casos ativos, mas só poderão dar por concluído o surto ao cabo de um mês.De 2018 a 2020, na República Democrática do Congo, o Ébola fez perto de 2.300 vítimas mortais em 3.500 casos. O atual surto é o 17.º a ser declarado no país.
De acordo com a OMS, está em curso desde o início de julho um ensaio clínico com dois tratamentos para a estirpe rara do Ébola detetada nos dois países africanos. A organização anunciou ainda um primeiro estudo, encabeçado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina ChAdOx1, além de ter autorizado o primeiro teste de diagnóstico molecular do vírus.
O epicentro do surto é Ituri, no nordeste do Congo, que faz fronteira com o Sudão do Sul e o Uganda. A província soma 89,1 por cento das infeções e 83,9 por cento dos casos mortais.
“A epidemia continua um passo à frente e ainda estamos em fase de tentar acompanhar a sua progressão”, reconheceu a partir de Genebra Thierno Baldé, responsável pela gestão de incidentes da OMS para a República Democrática do Congo.
“Algumas áreas, como Bunia (principal cidade da província de Ituri) e arredores, registam uma transmissão muito intensa”, fez notar.O Ébola foi igualmente detetado em mais quatro províncias, entre as quais Kivu do Norte e Kivu do Sul, cujas capitais e amplas fatias de território permanecem sob o controlo do grupo armado antigovernamental M23.
Entre as vítimas mortais do Ébola, há registo de pelo menos 189 crianças - a organização Save the Children aponta para que cerca de 476 tenham contraído a doença desde maio.
A ONG tem vindo a facultar apoio psicossocial a mais de quatro mil crianças em Ituri.
“As crianças em Ituri carregam um enorme fardo emocional. Muitas testemunharam violência, perderam entes queridos para o surto de Ébola ou foram obrigadas a deslocações repetidas”, observou na terça-feira Babou Rukengeza, coordenador da resposta ao Ébola da Save the Children em solo congolês.
“Espaços seguros oferecem-lhes um ambiente onde podem expressar-se, recuperar a confiança e simplesmente voltar a ser crianças”, acrescentou.
O Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, provocando febre hemorrágica, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
c/ agências
Na República Democrática do Congo, onde o surto foi declarado, em meados de maio, morreram já 999 pessoas, num total de 2.473 casos confirmados.
Em território ugandês, estão confirmadas duas mortes em 20 casos confirmados de infeção pela estirpe de Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento. As autoridades deste país declararam, na semana passada, não haver registo de novos casos ativos, mas só poderão dar por concluído o surto ao cabo de um mês.De 2018 a 2020, na República Democrática do Congo, o Ébola fez perto de 2.300 vítimas mortais em 3.500 casos. O atual surto é o 17.º a ser declarado no país.
De acordo com a OMS, está em curso desde o início de julho um ensaio clínico com dois tratamentos para a estirpe rara do Ébola detetada nos dois países africanos. A organização anunciou ainda um primeiro estudo, encabeçado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina ChAdOx1, além de ter autorizado o primeiro teste de diagnóstico molecular do vírus.
O epicentro do surto é Ituri, no nordeste do Congo, que faz fronteira com o Sudão do Sul e o Uganda. A província soma 89,1 por cento das infeções e 83,9 por cento dos casos mortais.
“A epidemia continua um passo à frente e ainda estamos em fase de tentar acompanhar a sua progressão”, reconheceu a partir de Genebra Thierno Baldé, responsável pela gestão de incidentes da OMS para a República Democrática do Congo.
“Algumas áreas, como Bunia (principal cidade da província de Ituri) e arredores, registam uma transmissão muito intensa”, fez notar.O Ébola foi igualmente detetado em mais quatro províncias, entre as quais Kivu do Norte e Kivu do Sul, cujas capitais e amplas fatias de território permanecem sob o controlo do grupo armado antigovernamental M23.
Entre as vítimas mortais do Ébola, há registo de pelo menos 189 crianças - a organização Save the Children aponta para que cerca de 476 tenham contraído a doença desde maio.
A ONG tem vindo a facultar apoio psicossocial a mais de quatro mil crianças em Ituri.
“As crianças em Ituri carregam um enorme fardo emocional. Muitas testemunharam violência, perderam entes queridos para o surto de Ébola ou foram obrigadas a deslocações repetidas”, observou na terça-feira Babou Rukengeza, coordenador da resposta ao Ébola da Save the Children em solo congolês.
“Espaços seguros oferecem-lhes um ambiente onde podem expressar-se, recuperar a confiança e simplesmente voltar a ser crianças”, acrescentou.
O Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, provocando febre hemorrágica, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
c/ agências